O Show Deve Continuar

Depois das festas de aniversário, os Rolling Stones analisam ofertas de uma turnê completa em 2013

David Frick Publicado em 14/02/2013, às 12h43 - Atualizado às 12h46

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DAVE ALLOCCA

“Todo mundo estava se esforçando para deixar a banda no ponto”, diz Mick Jagger com a voz ainda empolgada, descrevendo o melhor e mais importante fato na turnê mais curta e intensa da carreira dos Rolling Stones: os shows de comemoração do 50º aniversário da banda em Londres, no Brooklyn e em Nova Jersey. “Keith se concentrou nas partes dele”, diz o vocalista, sobre o guitarrista Keith Richards, “e eu não ia deixar os vocais ficarem atrás. Queríamos que a música saísse boa, não só espetáculo.” Os Stones reafirmaram nesses shows o título de maior banda de rock do mundo em atividade. E continuarão na estrada. “Houve uma boa porção de ofertas”, diz Jagger, dois dias depois do show final em Newark. “Vou ver o que temos e discutir com todo mundo”, completa, referindo-se a Richards, ao guitarrista Ron Wood e ao baterista Charlie Watts.

“Faremos o anúncio quando chegarmos a uma conclusão.” Um destaque que se repetiu em Londres e Newark foi a presença do ex-guitarrista Mick Taylor, solando em um momento vintage com Richards e Wood em “Midnight Rambler”. Mas, quando ficaram sozinhos no palco, os Stones – com o pianista Chuck Leavell e o baixista Darryl Jones – mantiveram “o clima natural da banda”, como Richards descreve. O mesmo dos álbuns e das turnês do grupo nos anos 70. “Todo mundo fala sobre como gostam dessa coisa relaxada dos Rolling Stones”, diz Jagger. “Mas há uma diferença entre ter gingado e ser relaxado demais.”

A primeira pista de que novos shows dos Stones podem acontecer em 2013 surgiu quando o aplicativo da banda para iPhone listou uma aparição no Coachella, em abril. Essa informação desapareceu rapidamente – e já foi negada pela banda. Jagger jura que não sabe como foi parar lá, e que não houve propostas para que tocassem no festival. “Sempre disse que veríamos como isso aqui iria funcionar, e aí iríamos pensar em fazer mais – ou não.” Richards admite que há questões sérias a serem respondidas sobre os novos shows: o quanto fazer e como fazer. “Isso definitivamente entrará na equação”, diz