Tocando a Noite

O Baile do Sapuca, liderado por Leandro Sapucahy, atrai multidões no Rio de Janeiro

Marcos Lauro Publicado em 14/02/2013, às 13h16 - Atualizado às 13h17

NO COMANDO Sapucahy criou e depois reestruturou o baile
WASHINGTON POSSATO/DIVULGAÇÃO

O que começou como um evento promocional e único, hoje consegue lotar lugares como o Jockey e a Marina da Glória, no Rio. A estilista Isabela Capeto montou uma nova coleção em 2006 e, em vez de um desfile, quis uma roda de samba na frente da loja dela, no Leblon, para apresentar as peças. A amiga Regina Casé apresentou o trabalho do sambista Leandro Sapucahy e ele ficou responsável pela roda. “Fez tanto sucesso, que lotou a rua por horas, e as pessoas começaram a perguntar quando ia ter outra”, explica Sapucahy.

Devido à demanda, a roda virou um bloco de Carnaval. “O nome que a gente bolou era Sapucapeta. Mas a festa foi ficando muito popular e a marca da Isabela é mais conceitual. Ela achou melhor separar as coisas e aí nasceu o Baile do Sapuca”, explica o sambista. Preocupado com a infraestrutura do Carnaval de rua carioca, Sapucahy não resistiu muito tempo com o Sapucapeta nas ladeiras do Rio. “Tinha o problema dos banheiros químicos, que nunca eram suficientes. Também casos de violência e falta de cuidado com o patrimônio público.” Nesse momento, surgiu a vontade de reformatar o bloco, dando origem ao Baile do Sapuca, que é feito em locais fechados. “Era pra gente fazer os shows somente no verão e em junho, no dia de São João. Mas a agenda começou a crescer demais e hoje somos contratados em qualquer época”, diz Sapucahy. O Baile também caiu no gosto das festas fechadas, corporativas: somente no último dezembro, foram 28 apresentações assim.

Em dezembro chegaram DVD e CD ao vivo, que servem pra reforçar as características da festa. “É só sucesso! É como se fossem as mais pedidas de uma rádio. A gente fica antenado nos novos sons e junta com os clássicos. Então, tem desde Lulu Santos e Tim Maia até uma nova do Seu Jorge”, exemplifica. O DVD conta com participação de Preta Gil, Marcelo D2, Naldo, Fernanda Abreu e até de Emicida. “É um cara que nem é tanto do nosso universo, mas sou fã e sempre quis dividir o palco com ele”, diz Sapucahy, sobre o rapper. O show foi gravado na Marina da Glória, com casa lotada: 3.500 pessoas.

Além do Baile do Sapuca, o sambista também leva sua carreira solo e ainda trabalha na TV. Sapucahy está no quarto trabalho solo e espera gravar mais um disco quando o Baile der uma folga, ainda em 2013. E, semanalmente, ele está na tela do programa Esquenta, apresentado por Regina Casé na Rede Globo. Ele é diretor musical e figura fixa no palco da atração.