Festa do Passado

Lenine celebra 30 anos de carreira com shows temáticos especiais e planos para um box de discos

Bruna Veloso Publicado em 11/03/2013, às 13h59 - Atualizado em 15/03/2013, às 15h45

Lenine
BETO FIGUEROA/DIVULGAÇÃO

Mesmo para quem não é dado a olhar para o passado, certas rememorações não passam em branco. Lenine, por exemplo, não ouve os próprios discos depois que os lança nem costuma pensar em obras antigas quando trabalha em músicas inéditas. Mesmo assim, achou que não poderia deixar de comemorar o aniversário de 30 anos de carreira. “Agora nos 30 eu olhei pra trás e fiquei feliz com o que vi. Então, quero celebrar, quero encontrar os amigos”, afirma. “Eu estou me impondo este ano de comemoração mesmo, conheci muita gente bacana neste tempo.”

A contagem parte do primeiro disco de Lenine, o pouco conhecido Baque Solto, feito ao lado de Lula Queiroga, parceiro até hoje. “O Baque Solto foi o registro de parte do show Trem Fantasma, que fazíamos eu e Lula”, ele relembra. “O Roberto Menescal, na época diretor artístico da Polygram, nos assistiu num projeto que aconteceu à meia-noite no Teatro Ipanema, e quis gravar. Foi minha primeira experiência no estúdio.”

Perfil: Lenine vive baseado no equilíbrio a sua volta.

Entre as comemorações – “eu quero fazer 30 coisas diferentes”, diz Lenine – está prevista para julho uma apresentação com o repertório do disco, em Recife, cidade natal do artista. Mas antes haverá dois shows especiais, só para convidados, em abril, no Rio de Janeiro, com repertório dedicado ao disco Olho de Peixe, que completa 20 anos em 2014. “O Olho de Peixe tem muitos significados, tenho lembranças muito carinhosas. Tenho essa memória afetiva do Bruno [Giorgi, filho dele/] pequenininho... Eu levava um balde de brinquedos pro estúdio”, conta. O álbum foi um marco na carreira de Lenine – foi a partir dele que o compositor passou a se tornar conhecido e a fazer shows não só no Brasil mas fora do país. Apesar disso, ele não pensa em uma edição comemorativa física do disco para venda (os convidados dos shows no Rio receberão uma edição limitada). “A gente quer dar isso via streaming na internet”, afirma, revelando que outro plano para 2013 é o lançamento de um box com todos os trabalhos da carreira, com formato ainda a ser definido.

Ainda dentro do calendário comemorativo, estão agendadas três apresentações especiais do disco Chão (2011), em que o cantor é convidado da Orquestra Sinfônica Brasileira, em setembro, no Rio e em Recife. Mas embora 2013 tenha clima de festa e de saudosismo para Lenine, ele não deixa de lançar o olhar para o futuro. Ano que vem começarão os trabalhos para um novo álbum. “Eu já estou me impondo 2014 como limite”, revela.