Protagonista de Mad Men fala sobre o "culto" ao órgão genital dele: “Acho que é melhor do que ser criticado pelo oposto"

Jon Hamm estampa uma das capas de maio da Rolling Stone Brasil

Redação Publicado em 08/05/2013, às 08h22

Jon Hamm em uma das capas de maio da <i>Rolling Stone Brasil</i>

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Jon Hamm é o principal nome de uma das maiores séries de televisão criadas nos últimos anos – e, agora, um dos astros mais quentes dos Estados Unidos. Mas levou muito tempo até que o ator, que estampa uma das capas do mês da Rolling Stone Brasil, chegasse ao sucesso que vive hoje.

Hamm passou 10 anos ralando em Los Angeles antes de finalmente conseguir o papel que o revelou. Trabalhou em bufês, como barman e, por um tempo, como figurinista em filmes pornô soft. Foi dispensado da agência que o representava por ficar três anos sem agendar nada. Depois disso, fez papéis genéricos de bombeiro, soldado e policial bonitão. Só então vieram Mad Men e o personagem Don Draper – e foi aí que o esforçado ator de 36 anos chamado Jon Hamm se transformou em Jon Hamm. “Acho que isso remete à minha coisa de tentar o máximo que posso, o tempo todo”, conta Hamm à RS. “Não acredito em ir ao sabor do vento ou ficar à toa. Não gosto de deixar muita coisa sobrando, porque sinto que, se você ganhar, será uma vitória legítima – e se não ganhar, sabe que precisa melhorar. Só que se você simplesmente se deixar levar – o que está aprendendo? Acho que é a pior desculpa: 'não estava realmente tentado’. Vá se ferrar. Estava sim, só que perdeu.” O último trabalho de Hamm antes de virar ator em tempo integral foi como garçom em um restaurante latino a três quadras das locações de Mad Men.

Veja mais fotos de Jon Hamm clicando na capa acima.

Na entrevista, o ator também fala sobre o futuro da série, que só tem mais uma temporada pela frente, das similaridades e diferenças que tem em relação a Don Draper (“Don é um personagem muito complicado, e sou um sujeito um pouco complicado, mas é aí que as semelhanças terminam”) e, claro, da nova obsessão dos paparazzi: o pênis dele. “É, estou sabendo disso”, diz, desanimado. “A maioria é de brincadeira, mas é um pouco grosseiro. Isso mostra uma liberdade mais ampla que as pessoas sentem ter – uma lascívia. Elas são chamadas de ‘partes íntimas’ por um motivo. Estou de calça, caramba, dá um tempo. Quer dizer, não é como se eu fosse mineiro, há trabalhos mais pesados no mundo, mas quando as pessoas se sentem na liberdade de criar contas no Tumblr sobre meu pau, sinto que isso não fazia parte do acordo.” Ele toma um gole de cerveja. “Deixa pra lá”, continua. “Acho que é melhor do que ser criticado pelo oposto.”

A edição 80 da Rolling Stone Brasil chega às bancas no próximo dia 10, com duas capas: Jon Hamm e Lobão (veja aqui).