Depois do Simply Red, o brasileiro Heitor Pereira se dedica a compor para o cinema

Depois do Simply Red, o brasileiro Heitor Pereira se dedica a compor para o cinema

Pedro Antunes Publicado em 11/06/2013, às 14h19 - Atualizado às 14h19

Improvisando Heitor descobriu um novo talento
Divulgação

Gaúcho de Rio Grande, criado entre o Espírito Santo e Niterói, o músico Heitor Pereira, também conhecido como Heitor TP, 52 anos, levou essa mistura de sotaques para Los Angeles, logo depois de deixar o posto de guitarrista do Simply Red, em 1996. A vida nos Estados Unidos, aliás, concedeu um toque estrangeiro às falas dele. “Desculpe-me se eu não entender algo”, ele brinca, ao telefone. Os diversos sotaques estão também na carreira artística de Heitor, seja como músico de estúdio, seja tocando em turnês de nomes como Sergio Mendes, Ivan Lins, Jack Johnson, Bryan Adams, Elton John, Shania Twain, Seal e Nelly Furtado.

Um currículo invejável, que ganhou outro panorama quando o guitarrista conheceu o compositor Hans Zimmer, em 2001. Vencedor do Oscar pela trilha de O Rei Leão (1994), Zimmer convidou Heitor para compor uma faixa para o filme Melhor É Impossível, protagonizado por Jack Nicholson. “O Hans me colocou em uma sala, com uma TV ligada em uma cena em que Nicholson sentava em um bar de frente para Helen Hunt”, o brasileiro relembra. “E me disse: ‘Comece a tocar, improvise’. Fui fazendo aquilo pela primeira vez, aquelas melodias, processando tudo. Era uma parte de mim que eu não conhecia.”

Desde então, foram 79 trabalhos em filmes, como músico de apoio, compositor principal ou criando faixas, como o caso de “My Only”, de Melhor É Impossível. O trabalho mais recente é Meu Malvado Favorito 2, que chega aos cinemas em 5 de julho. “Foram seis meses trabalhando neste filme”, conta Heitor, que assina a trilha da animação. “Não conseguia encontrar a prateleira certa para a minha personalidade como músico. Hoje, as prateleiras são essas cenas de filmes.”