Três Décadas de Paz

Paralamas do Sucesso festeja no palco os 30 anos de carreira e prepara relançamentos

Carlos Eduardo Lima Publicado em 11/06/2013, às 14h28 - Atualizado às 14h30

Reencarnados Barone, Vianna e Ribeiro, os “trintões”do Paralamas
Maurício Valadares/divulgação

Desde a estreia com Cinema Mudo (1983), o Paralamas do Sucesso ocupa uma posição de ponta no rock nacional – e estes 30 anos de carreira já estão sendo celebrados na estrada, com uma série de shows especiais. “Nesta turnê, resolvemos inovar em termos de repertório e elementos visuais”, explica o baterista João Barone. O dia a dia da turnê virará documentário, a ser exibido no Canal Bis, com perspectiva de lançamento em DVD até o fim deste ano. A banda também prepara o relançamento da discografia em uma caixa, que trará ainda um disco com faixas não lançadas nos álbuns oficiais. Discos mais icônicos, como O Passo do Lui (1984), e Selvagem? (1986) também terão reedição em vinil.

Nestas três décadas, o Paralamas não passou por grandes crises pessoais entre os integrantes. Barone diz não se lembrar de momentos de tensão. “Aprendemos a não pisar no calo do outro”, complementa o baixista Bi Ribeiro, lembrando um período de turbulência, quando Severino foi lançado, em 1994. O disco fracassou em vendas no Brasil, mas serviu para catapultar a banda para a América Latina, onde foi lançado como Dos Margaritas. Outro ponto difícil foi o grave acidente sofrido pelo vocalista e guitarrista Herbert Vianna em 2000. Para Barone, todas as outras situações ficaram menores e menos importantes depois disso. “Tivemos que reencarnar em vida”, diz.

Perguntados se o Paralamas é a melhor banda do rock brasileiro dos anos 80, Ribeiro ri. “Não tem como não dizer que não somos”, completa. Barone disfarça e diz que o grupo nunca teve essa presunção. “Nunca procuramos isso, eu e o Bi nunca fomos estudiosos de música.” E arremata sorrindo: “A modéstia sempre foi a nossa qualidade que mais se destacou”.