Will.i.am fala sobre criar sucessos musicais para um mundo novo

Will.i.am fala sobre criar sucessos musicais para um mundo novo

Rob Tannenbaum Publicado em 11/06/2013, às 12h45 - Atualizado às 14h26

Will.i.am
Divulgação

“É, eu fico meio profundo às vezes”, diz Will.i.am no fim de uma conversa de uma hora, que passou por assuntos como escravidão, a Idade das Trevas medieval, Michael Jackson, o disco solo #willpower, tecnologia e a idolatria aos heróis. Em contraste com a música que faz com o Black Eyed Peas, Will Adams, 38, tornou-se um teórico profissional, com agências de publicidade e empresas como Intel e Coca-Cola pagando para que ele pense sobre o futuro.

Seu disco chama #willpower – qual é o seu seu poder?

Sou o analista, a pessoa que fica de longe observando. Porque quando você se torna o herói de alguém, a queda começa. Você tem de prestar atenção em quem corre por fora – porque esse cara vai virar herói. Quando começamos o Black Eyed Peas, a internet corria por fora e as gravadoras eram as heroínas. “Napster? Vamos processá-los!” E eu pensava: “Quero conhecer esse Sean Fanning”. Ficamos amigos e passei a frequentar o Vale do Silício.

Que tipo de direção você deu a Britney Spears no single “Scream & Shout”?

Primeiro ela cantou em um tom diferente, bem exagerada. Aí eu disse: “Britney, podemos fazer de novo? É para parecer algo fácil, sem esforço. Casual”.

E como foi ter Chris Brown como convidado? Tendo sido criado por uma mãe solteira, você teve alguma restrição quanto a trabalhar com um cara que bateu na própria namorada?

Eu não estava esperando essa pergunta. Mas o fato de eu não apoiar a conduta dele não quer dizer que sou a lei. Quem sou eu para fazer isso? Ele não fez nada contra mim. Se ela o perdoou, então posso aceitá-lo também.

Quando sairá outro disco do Black Eyed Peas?

Quando todo mundo quiser gravar. Não rompemos, mas nem todos querem gravar no momento. Estou orgulhoso pela Fergie e pela família que ela está construindo. Quando chegar a hora de um novo disco do Peas, o mundo será um lugar totalmente diferente.

Diferente como?

Todo mundo vai comprar tudo usando seus celulares. Quando você sair do mercado com um leite, já vai ter pago só de passar pela porta, porque ela vai contar com um equipamento capaz de debitar o valor direto na sua conta. A vida é assim na Coreia do Sul. Se você quiser ver como é o futuro, é só