Jamie Foxx e Channing Tatum lutam contra terroristas em uma Casa Branca invadida em O Ataque

Paulo Terron Publicado em 06/09/2013, às 12h42 - Atualizado às 15h08

NA LUTA Os personagens de Tatum e Foxx em meio à invasão;
Divulgação

"Dizem que é porque meu irmão quebrava todos os meus brinquedos. É a hora da vingança!", diz o diretor Roland Emmerich sobre a obsessão dele com explosões. Em O Ataque (que estreia em setembro no Brasil), quase nada muda – apesar de a Casa Branca ser o foco da ação. “Não é a explosão em si, acho que gostamos quando as coisas se quebram”, ele continua. “É mais o conflito que isso gera. Quando você via o 11 de setembro na TV, não dava para parar de assistir. É uma fascinação que temos, tipo quando há um acidente de carro e você não consegue evitar olhar.”

“Vivemos em um país muito dividido”, diz o diretor de O Ataque.

No novo filme, Channing Tatum interpreta um candidato a agente do serviço secreto que, durante uma entrevista de trabalho, vê-se em meio a um ataque terrorista à sede do governo norte-americano e, portanto, tem de defender o presidente. “É um filme, queremos ter certeza de que as pessoas entendam isso”, diz Jamie Foxx, que interpreta o governante, sobre uma possível reação negativa ao ato de destruição do icônico edifício (a terceira pelas mãos de Emmerich, que o arrasou também em Independence Day e 2012). “Ao mesmo tempo, acredito que vivemos em um dos melhores lugares do mundo, os Estados Unidos, onde temos liberdade para fazer isso. Não acho que dê para fazer isso em muitos outros lugares. Nossa matéria-prima é a liberdade.”

A equipe de O Ataque contou com consultores que já trabalharam para o governo, mas que não puderam ajudar muito sem correr o risco de expor a segurança nacional. “Eles não falam abertamente sobre o assunto”, conta Tatum, com um leve sorriso. “Tenho a impressão de que, se falassem mais, não seria um filme muito divertido. A maior alegria deles foi quando minha arma travou no meio de uma cena e eu sabia como lidar com aquilo.”