Portfólio: fotógrafo Ricky Powell capturou como poucos os sons e imagens da Nova York dos últimos 25 anos

Paulo Cavalcanti Publicado em 13/08/2013, às 12h33 - Atualizado às 12h35

FILA INDIANA
Ad-Rock, Mike D e MCA nos primórdios do Beastie Boys, retratados por Ricky Powell

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Em 1986, Ricky Powell tinha 25 anos e vendia sorvetes na rua. Depois de pegar emprestado a câmera de uma namorada com quem tinha brigado, decidiu se aventurar pela fotografia, apenas por hobby. A coisa logo ficou séria: Powell se envolveu com os Beastie Boys e as imagens que registrou ajudaram a criar a identidade visual do trio. Não demorou muito para o fotógrafo novato passar a ser chamado de “o quarto beastie boy”.

As muitas vidas de Adam Yauch: como o beastie boy mais louco encontrou seu caminho, das ruas de Nova York à busca pela iluminação.

Também conhecido informalmente como Rickster, Ricky Powell, hoje com 51 anos, esteve no centro do nascimento da cultura hip-hop de Nova York e abraçou tudo com entusiasmo. “Passei minha juventude em Greenwich Village, onde tudo acontecia. Nova York é um tremendo lugar para se tirar fotos. As possibilidades são infinitas”, ele afirma. “Dizem que sou referência no hip-hop. É muito bacana se a molecada curte meu trabalho por eu ter atuado em uma certa era. É recompensador, já que o hip-hop era justamente o movimento que eu comecei seguindo como fã.”

Além de ter o trabalho publicado em inúmeros livros e publicações, Powell também foi um ativo agitador cultural. No programa Rappin’ with the Rickster, que foi ao ar de 1990 a 1996 em canais de TV públicos, ele recebia amigos, celebridades e pessoas que considerava interessantes.“Era o verão de 1990, eu estava sem dinheiro e fazendo nada”, recorda. “Ficava assistindo a TV e pensei que também poderia fazer algo. Consegui uma pequena equipe de filmagem e decidi. Vejo que foi uma progressão lógica para mim. Era divertido e as pessoas curtiam.”