Samuel Rosa fala sobre o novo disco do Skank, Nando Reis e Santana

Lucas Reginato Publicado em 07/08/2013, às 12h59 - Atualizado em 27/09/2013, às 13h00

Ocupado
Samuel está entre gravações e planejamento de shows
Vanessa Freire/Divulgação

Enquanto o Skank aproveita a popularidade conquistada durante a carreira de mais de 20 anos e continua atraindo multidões Brasil afora, Samuel Rosa consolida parcerias e prepara dois shows para a próxima edição do Rock in Rio.

Qual vai ser a diferença do show do Skank no Rock in Rio deste ano para o de 2011, no qual vocês também tocaram??O que acontece é que um show de festival nunca é um show normal. O que a gente está tentando fazer é privilegiar algumas músicas que não são tão conhecidas, mas que não tocamos da outra vez, como “Canção Noturna”, por exemplo.

?Você também vai fazer show com o Nando Reis, como vai ser??Eu reivindico o posto de parceiro do Nando, porque ele não é um cara de muitos parceiros. Acho que é baixa a frequência de nossas aparições [juntos] em público e não corresponde à regularidade e à importância das nossas composições. Acho que vai ser uma bela oportunidade, e ele não quer se ater só à parceria. Falou da possibilidade também de cantarmos outras coisas.

?E seria o Nando Reis um dos parceiros do próximo disco do Skank?

Totalmente. Eu já tenho coisas inéditas com ele e com o Chico Amaral. A gente está bem no início do trabalho, em uma fase de pré-produção. Estamos cheios de melodias, algumas com letras, mas este trabalho ainda vai tomar mais um tempo da banda até a gente efetivamente gravar aquelas canções que sobressaírem.

Você gravou também com o Santana, como foi??Foi um episódio maravilhoso da minha vida, nunca imaginaria encontrar com um cara do tamanho do Santana. Ele está fazendo um novo disco de encontros, escutou várias coisas da música brasileira e se encantou com “Saideira”. A ponto de eu chegar lá para ouvir a versão dele e achar muito semelhante à do Skank. O que vai fazer diferença mesmo é a guitarra que ele vai colocar.

?O Skank nunca levou muito tempo para lançar um novo disco de inéditas. por que a demora agora?

No início da carreira a gente achava que um disco a cada dois anos era uma frequência boa para a nossa história, para que a banda se consolidasse. O meu sonho é implementar um ritmo que seja nosso, não de fora – de gravadora, de público etc. Frustrado eu estaria se a gente não usufruísse dessa condição privilegiada de poder ditar o nosso ritmo. E aí as coisas brotam com mais honestidade.