Jota Quest revive influências da black music em novo disco

Patrícia Colombo Publicado em 27/09/2013, às 12h36 - Atualizado às 12h37

FUNK FÁCIL Jota Quest com Barnes (ao centro), em Belo Horizonte
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ricardo muniz/divulgação

Álbum título indefinido

Lançamento outubro

Há dois anos, o Jota Quest tocou em um evento fechado no qual também se apresentou o Chic, lendário grupo setentista de funk e disco atualmente formado pelo guitarrista Nile Rodgers e pelo baixista Jerry Barnes. Fizeram amizade, mantiveram contato e os convidaram para um projeto. Rodgers, então sumido da grande mídia, “renasceu” em 2013, depois da parceria com o Daft Punk em Random Access Memories, que saiu em maio. Em junho, anunciou que estava trabalhando com os brasileiros no sucessor de La Plata (2008). “Absorvemos a vocação que tínhamos para o pop, mas a raiz da nossa música sempre foi a black music”, explica o baixista PJ. Desde março o grupo grava no Minério de Ferro, em Belo Horizonte, e o resultado, que ainda não tem nome, deve ser lançado no mês que vem.

A produção é de Barnes, que já trabalhou com Diana Ross e Roberta Flack. “É um cara agradável que explora o talento do músico”, diz o baterista Paulinho. O norte-americano aposta alto: “É um dos melhores discos que já ouvi. As melodias são únicas. Até me lembra o Off The Wall, do Michael Jackson, pela quantidade de potenciais singles”. Com 14 músicas, o trabalho marca um retorno às raízes, um pop-rock funkeado com presença de metais, e baixo e bateria pesando no groove.

Nile Rodgers, em parceria feita via Skype, de Nova York, produz duas faixas, integrando-as com seu jeito “malandro suingado” de dominar a guitarra: “Mandou Bem”, o primeiro single, e “Imperfeito”. Adriano Cintra, ex-CSS e atual Madrid, coproduziu duas músicas – uma delas é a divertida “Entre”. O percussionista Mauro Refosco (que toca com o Red Hot Chili Peppers nas turnês e integra o Atoms for Peace, de Thom Yorke) e o multi-instrumentista Pretinho da Serra também somam na parte instrumental.