Republica finaliza o novo álbum antes de encarar o público do Rock in Rio ao lado de convidados

José Julio do Espirito Santo Publicado em 19/09/2013, às 14h16 - Atualizado às 15h07

TREINADOS O República passou pelos principais festivais do Brasil
Rodrigo Pirim

Sentados à mesa de som, os cinco integrantes do Republica ouvem atentos a masterização de algumas faixas gravadas recentemente. É o início de uma madrugada fria na zona sul de São Paulo, mas no Electra Studio, o clima é outro. “A bateria ficou uma porrada”, Gabriel Triani murmura enquanto gesticula o toque das baquetas ao som de “Time to Pay”. É uma das dez faixas de Point of No Return, terceiro álbum do grupo. “Acho que teve maturidade de todos e equipamentos melhores”, pondera o guitarrista Luiz Fernando Vieira. “E a paciência de testar guitarras, microfones, timbres e afinações.”

O trabalho é um bom exemplo de renovação no heavy rock do Republica, que iniciou as atividades em 1991. O primeiro álbum, homônimo, surgiu cinco anos depois, com uma cover de “País Tropical”, com a participação do próprio compositor da faixa: Jorge Benjor. There’s No Fucking Electronic Modern Loop foi lançado em 2008 e, graças a “We Don’t Need a 303” (uma brincadeira com a eletrônica “Everybody Needs a 303”, de Fatboy Slim), a banda ganhou o mundo digital.

Em meio à produção do álbum, o Republica vai batendo recordes de aparições em festivais. Só neste ano, foram convidados para o Lollapalooza e o Rock in Rio. “Parece que o Lollapalooza foi uma preparação. Agora a gente se sente ainda mais confortável para tocar na mesma noite que o Metallica”, diz o vocalista Leo Belling. O lançamento de Point of No Return será no festival carioca e, além do Dr. Sin, o show contará com o guitarrista Roy Z (que participa da faixa “Goodbye Asshole”). No disco, o Republica investe em arranjos pesados e riffs precisos, alinhados à tradição do hard rock e do metal. “Iron Maiden, Alice in Chains... Dá para perceber influências diversas em nosso som”, diz o baixista Marco Vieira. O guitarrista Jorge Marinhas resume: “De tudo que a gente ouviu, acabamos criando uma sonoridade própria”.