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Como uma banda dos bares de Las Vegas se tornou a maior descoberta do ano

David Fricke | Tradução J.M. Trevisan Publicado em 11/10/2013, às 18h31 - Atualizado às 18h56

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o Imagine Dragons pôde aprender tocando em bares, antes do sucesso.
Divulgação

Fundado em Las Vegas, em 2008, o Imagine Dragons – Dan Reynolds, vocalista, Wayne Sermon, guitarrista, Ben McKee, baixista e Daniel Platzman, baterista – é a bola da vez do rock moderno em 2013. Night Visions é o segundo álbum de rock mais vendido no ano nos Estados Unidos, atrás apenas de Babel, do Mumford & Sons, enquanto a faixa de abertura do trabalho, “Radioactive”, é o single de rock mais vendido, batendo a marca de 3 milhões de cópias.

Na estrada, o grupo alternou o tempo entre apresentações em casas noturnas, anfiteatros e posições de destaque em festivais com poucos dias de folga. No ano passado, estreou em Nova York no Pianos, uma minúscula casa noturna. Em julho, estava de volta para o 15 show na região em 18 meses, se apresentando para 15 mil fãs. “É exatamente o que esperávamos”, diz Sermon. “Mas se fizéssemos esse sucesso todo em nosso primeiro ano, não teríamos sobrevivido. A música não era boa o bastante. Precisávamos das milhares de horas que passamos tocando para cinco, 20, 50 pessoas, tentando conquistá-las a cada noite.”

Sermon se refere à temporada intensiva em Las Vegas, tocando seis horas por noite em bares de cassinos. Por um tempo, os membros da banda moraram juntos em um apartamento com um sistema de ar-condicionado precário. Feijão e arroz compunham, como diz McKee, “o cardápio padrão”. Mas foi uma provação produtiva. O uso de percussão extra, marca registrada do Imagine Dragons –, incluindo baixos acústicos e um gigantesco tambor japonês taiko em “Radioactive” também começou na cidade. “Sempre fomos uma banda de rock com ritmo”, diz Reynolds, que toca toda percussão no palco. “Cresci ouvindo muito hip-hop dos anos 90 – Tupac, Biggie. Isso acaba refletindo na música.”