Como Avicii misturou bluegrass com música eletrônica e fez sucesso no mundo todo

Patrick Doyle | Tradução: Ana Ban Publicado em 20/11/2013, às 13h23 - Atualizado em 28/11/2013, às 17h59

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“Não fiz nada meia-boca”, diz Avicii
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No primeiro semestre, o DJ e produtor sueco Avicii abriu a segunda metade de seu set no monstruoso palco principal do Ultra Music Festival, em Miami, com algo totalmente inesperado: trouxe uma banda explosiva – cantores, violões e um banjo – para mandar ver em hino com jeito de Mumford e ar de bluegrass chamado “Wake Me Up”. Os frequentadores da festa não sabiam como interpretar o acontecimento, e a confusão se transformou em críticas na internet. “Depois do show, ele ficou me dizendo: ‘Tem um monte de gente no Twitter que detesta o que estamos fazendo’”, diz o guitarrista Mike Einziger, que estava no palco com Avicii. “Ele ficou visivelmente afetado pela coisa.”

Seis meses depois, “Wake Me Up” virou um enorme sucesso mundial e chegou ao número 1 em 63 países. “É ridículo”, diz Avicii (nome verdadeiro: Tim Bergling), 23 anos. “Parece que ainda não tive tempo para desacelerar e me dar conta de tudo que aconteceu.”

Desde que se tornou um dos maiores astros da música eletrônica com “Levels”, de 2010, o sueco tem feito cerca de 300 apresentações por ano, com ganhos estimados de US$ 250 mil por dia. Como resultado, Avicii tinha orçamento basicamente ilimitado para o álbum de estreia, True. Ele chamou alguns talentos dos grandes para ajudar: uma turma eclética que inclui Einziger, que toca guitarra com o Incubus; o Imagine Dragons; e o guitarrista lendário do Chic, Nile Rodgers. “Eu queria colaborar com compositores que não estão acostumados com música eletrônica, e isso foi interessante desde o início”, Avicii diz. “Sabe, tudo aconteceu muito rápido. Mas eu me esforcei demais. Não fiz nada meia-boca."