Em Jogos Vorazes: Em Chamas, a luta pela vida é dificultada

Stella Rodrigues Publicado em 20/11/2013, às 13h00 - Atualizado às 13h03

Preparados
Elizabeth Banks (ao centro) com Jennifer Lawrence e Josh Hutchenson;
Murray Close /DIVULGAçÃO

Depois do indiscutível sucesso que a adaptação do primeiro livro teve nos cinemas, Jogos Vorazes retorna neste mês com o filme do segundo livro, Em Chamas. A heroína Katniss (Jennifer Lawrence), que no primeiro filme venceu a mortal competição, agora precisa encarar o Massacre Quaternário, versão comemorativa e ainda mais cruel do evento transmitido para todo o povoado como reality show.

Bastante fiel ao livro, Jogos Vorazes: Em Chamas traz a porção mais política da franquia para as telas.

“Esse mundo é similar o suficiente ao nosso para que sintamos que é algo que pode acontecer”, diz Elizabeth Banks, que interpreta Effie Trinket, responsável por sortear e acompanhar os tributos do Distrito 12 (o de Katniss). “Ela é rebelde e todos se identificam com isso”, ela conta, rindo. “Todo adolescente não gosta dos adultos que cuidam da vida dele.”

“A Capital é uma metáfora para uma sociedade exploradora e autoindulgente”, analisa Lenny Kravitz, que interpreta Cinna, figurinista que reluta como pode à exibição espetaculosa da morte de jovens na TV. “Se você pensar no tipo de coisa que costumava chocar no passado... por exemplo, Psicose. Quando a mulher é morta no chuveiro, não tem nada na cena, fica tudo implícito e isso apavorava as pessoas!”, ele reflete.

“Minha personagem é uma representação da Capital, a decadência e indulgência das pessoas”, continua Elizabeth. “O estilo representa a vida interior dela, que está tentando tirar o melhor de situações terríveis: ela vai a eventos para sortear nomes de adolescentes para que eles morram, mas faz isso de forma ensolarada.”