12 Years a Slave pinta um retrato vivo do sul norte-americano pré-guerra civil

Logan Hill | Tradução: J.M. Trevisan Publicado em 20/11/2013, às 13h28 - Atualizado às 13h29

Sincero
Realismo permeia 12 Years
FRANÇOIS DUHAMEL/FOX SEARCHLIGHT

De acordo com os burburinhos preliminares do Oscar, o brutalmente realista 12 Years a Slave (ainda sem previsão de estreia no Brasil), do diretor britânico Steve McQueen, é o grande candidato ao prêmio de Melhor Filme. O longa é baseado nas memórias escritas por Solomon Northup, um negro nascido livre, de Saratoga Springs, que foi raptado e vendido como escravo. “Não acreditei que não havia ouvido nada sobre esse livro antes”, diz McQueen. “Tem muito em comum com o diário de Anne Frank, mas foi publicado centenas de anos antes.” Outra possibilidade é que o astro principal, Chiwetel Ejiofor, seja indicado ao troféu de Melhor Ator. Ejiofor ganhou reputação em filmes como Filhos da Esperança, mas não havia feito um papel com esse peso. “Eu sabia que Steve não se privaria de mostrar a realidade do livro”, ele diz. “É um olhar sincero sobre como um sistema de brutalidade pode governar uma população e no que isso implica.”