RÁPIDASCOM... MAX CAVALERA

Lançando novo disco, ele conta por que o Sepultura clássico jamais irá voltar

Pablo Miyazawa Publicado em 09/01/2014, às 04h16 - Atualizado em 21/02/2014, às 18h45

Max Cavalera
Divulgação

Gravar com o filho Zyon

“Eu estava procurando um baterista para o CD novo do Soulfly [Savages] e o Zyon disse: ‘Pai, se quiser eu consigo’. Ele nunca tinha gravado nada, só demos das bandas dele. Peguei a guitarra, fui no quarto dele, mandei três riffs pra ver como ele ia reagir. Ele botou uma batida animal. Aí me senti mais seguro.”

Música em família

“Trabalhar com o Zyon uniu a gente mais. Foi igual ao Cavalera Conspiracy. Adoro tocar com o Iggor, e foi meio parecido trabalhar com meu filho e com meu irmão. A Gloria [mulher de Max e mãe de Zyon] influenciou nisso. Ela falou: ‘Ele quer mostrar que é capaz. Você teve uma chance quando era moleque, então dê uma chance a ele’.”

O projeto com James Murphy, ex-LCD Soundsystem

“Meu irmão sugeriu que a gente fizesse um EP só nós dois e mais ninguém, e falou: ‘Conheço um cara pra gravar isso’, que é o James Murphy, amigo dele. A ideia está de pé. Quero fazer isso, acho que faria bem para nossa relação de irmão. Confio no Iggor, confio no Murphy, e acho que dá para sair coisa boa daí. Mas é para o futuro.”

Uma reunião do Sepultura

“Não vai rolar, e já botei na cabeça que é até melhor que não role. A gente não é quem era antes, estamos todos meio velhos – eu mesmo não sou o mesmo moleque que pulava com aquela energia. Tentar refazer a magia é difícil. E é melhor que na cabeça das pessoas o Sepultura fique como mito, uma lenda – aquela fase de ouro, de ‘quem viu, viu’.”

A saúde aos 44 anos

“A resolução para 2014 é parar de tomar Coca-Cola [risos]. Continuo straight edge há sete anos e não tenho mais aquela luta por droga e álcool o dia inteiro. Estou bem – mental e fisicamente – e super afim de trabalhar.”