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SILVA busca sonoridade mais orgânica no segundo disco

Pedro Antunes Publicado em 11/02/2014, às 09h21 - Atualizado em 13/03/2014, às 15h05

MUDANDO
Para Lucio Silva, a transição entre álbuns foi natural
RUI AGUIAR/DIVULGAÇÃO

Lucio Silva encara o mar após uma caminhada. A cena, exibida no clipe de “Imergir”, vídeo que encerra as atividades relacionadas ao disco de estreia, Claridão, indica os novos passos do músico capixaba e os planos para o segundo álbum. Essa intersecção entre os dois trabalhos “foi meio que por acaso”, ele admite, falando ao telefone de Miami, na casa da irmã. A coincidência, de certa forma, deixa a mensagem subliminar que se confirma no título do novo disco, Vista pro Mar.

Muito se passou desde Claridão. No início de 2012, o projeto SILVA sequer havia sido apresentado ao vivo e Lucio ainda terminava a faculdade de música. Passados os testes dos primeiros palcos e turnês, a nova vivência trouxe ao segundo trabalho uma sonoridade “mais solar”. “Claridão tem uma melancolia mais pontual”, ele analisa, agora buscando acrescentar uma sonoridade orgânica aos já conhecidos sintetizadores e baterias eletrônicas. Nessa direção, a banda Brasilidade Geral foi chamada para adicionar instrumentos de sopro às gravações.

Ainda assim, Vista pro Mar foi gestado como o antecessor, no quarto do músico em Vitória, no Espírito Santo. Em janeiro, contudo, Silva foi até São Francisco (Estados Unidos) para mixar o trabalho com Patrick Brown, engenheiro de som do Toro y Moi, projeto do qual ele diz ser fã. Por fim, o álbum será masterizado em Nova York.

Às vésperas do lançamento, SILVA se apresentará na primeira noite do festival Lollapalooza 2014, em abril, em São Paulo, na noite encabeçada por Muse e Nine Inch Nails. “Esse público misto não me assusta”, Lucio afirma. O número de músicos que estarão no palco será triplicado – de um para três. “Eu gosto muito de som com barulho”, ele ri com a própria frase. “Sabe, um som mais potente. Com mais grave, não fica soando intimista.”