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Ainda com Apetite

Com Axl sempre na frente, o Guns N’Roses volta ao Brasil

Pedro Antunes Publicado em 13/03/2014, às 07h14 - Atualizado às 07h22

Viajando
O Guns fará nove shows por aqui entre março e abril;
Divulgação

No mesmo dia da entrevista com Dizzy Reed, tecladista e segundo integrante mais antigo da atual formação do Guns N’ Roses, o grupo anunciou mais uma temporada de nove shows em Las Vegas, em maio deste ano. “Quando não temos que viajar, todo o resto fica mais fácil”, diz Reed, por telefone, semanas antes de encarar uma sequência de quase uma dezena de shows em solo brasileiro, a partir de 20 de março. “Viajar não é o problema, mas chegar até os lugares, sim”, afirma o músico de 50 anos. “Aviões, ônibus, trens, tudo isso é bem cansativo. Sei que faz parte do trabalho e estou acostumado. Mas, quanto mais velhos ficamos, mais difícil isso fica!”

É assustador pensar que a idade chega até mesmo para o Guns N’ Roses. A banda completará 30 anos em 2015 e a formação “clássica”, que tinha, além do vocalista Axl Rose, Izzy Stradlin, Slash (guitarras), Duff McKagan (baixo), Steven Adler (bateria) e, depois, Reed, já estava em frangalhos quando The Spaghetti Incident? Foi lançado, há 21 anos. O tecladista, cuja estreia com o grupo foi no Rock in Rio 1991 (e que participou das gravações dos discos Use Your Illusion I e II, de 1991), é o único membro que sobrou daquela época e aquele a quem os fãs ortodoxos mais se apegam. “Se alguém é o coração da banda, esse alguém é Axl”, diz ele, antes de elogiar as formações que o GNR já teve. “Fomos sortudos por trabalhar com músicos incríveis. Pessoas que nos ajudaram a manter o rock and roll vivo. Isso é o importante.”