Dentro da Batida

Skrillex exalta a juventude por meio da música eletrônica

Jonah Weiner Publicado em 13/06/2014, às 14h37 - Atualizado em 07/08/2014, às 18h35

Curtindo
Sonny Moore só quer se divertir.
Jason Nocito

A energia de Sonny Moore – mais conhecido como Skrillex, um superastro do dubstep – pode ser oscilante, mas a presença dele é incansavelmente animada. Discutindo o trabalho que realiza, o produtor e DJ de 26 anos se apresenta com uma sinceridade alerta e inabalável, como uma espécie de Peter Pan da música eletrônica. “A garotada realmente se identifica com o meu som, coisa para a qual os mais velhos – fanáticos ou puristas da dance – dizem: ‘Isso não é dance music’”, afirma. “Meus amigos me mandam vídeos dos filhos dançando com minhas músicas, e é nisso que penso ao gravar: juventude. Aquele momento em que você acha que é o Superman ou que vai para o espaço ser astronauta. Você precisa disso na vida adulta às vezes.”

Skrillex já gravou cinco EPs, ganhou seis prêmios Grammy e recentemente lançou Recess, seu primeiro disco completo. Mas, ainda que tenha reconhecimento do público e lote pistas por todo o mundo (ele foi celebrado em São Paulo, no Lollapalooza 2012, e já está com a agenda lotada até o início de 2015), alguns críticos de dance e outros DJs chamam o tipo de dubstep de Moore de “brostep”, um termo pejorativo que significa música de festa de valentões para idiotas ouvirem tomando cerveja. As críticas o deixam com raiva. “Cara, a dance music é para diversão”, ele diz, taxativo. “Pare de se levar tão a sério. Pessoas que estereotipam gêneros, que dizem ‘Se você gosta disso, é tal tipo de pessoa’ – isso é quase racismo. Sabe quanta negatividade existe no mundo? Pessoas estão morrendo e sendo estupradas neste exato momento. Você é um artista – pode dar alguma coisa de bom.”