Pérola Grunge

Chris Cornell fala sobre os 20 anos de Superunknown, clássico do Soundgarden.

Kory Grow Publicado em 13/06/2014, às 17h22 - Atualizado em 14/08/2014, às 12h07

Pérola Grunge

Chris Cornell, do Soundgarden, diz que não gosta de olhar para trás, mas a reedição de 20º aniversário

de Superunknown – lançado em 1994 e ganhador de cinco discos de platina – dá a ele um ótimo motivo para nostalgia do grunge. “Claramente somos os pioneiros do gênero”, afirma o vocalista.

Você tem boas lembranças da gravação de Superunknown

Lembro que foi um tanto estressante. Houve um período [entre Badmotorfinger e Superunknown] em que raspei a cabeça e fi quei muito isolado. Estava compondo músicas e nunca saía de casa, pelo que me lembre. Só que também foi muito empolgante. Estávamos fazendo o sucessor de um disco enorme e foi um ano incrível para a nossa cidade.

Fazer parte da “cena de Seattle” já foi algo ruim para você?

Nunca me senti mal em ficar agrupado com outras bandas de Seattle – achava ótimo, mas também sentia que todos nós teríamos de provar que merecíamos ter músicas no rádio, que não era só uma modinha.

Kurt Cobain morreu um mês depois do lançamento de Superunknown. Vocês eram amigos próximos?

Eu não era um dos amigos mais chegados dele, mas, para mim, a tragédia foi algo maior do que o fato de que eu não o veria mais. Eu nunca mais o ouviria. Minha percepção do mundo da música como um todo encolheu artisticamente quando ele morreu.

Como assim?

Há esta projeção que eu tinha com Andy [Wood, vocalista do Mother Love Bone morto em decorrência de uma overdose], Kurt, Jeff Buckley e outros amigos meus que morreram. Eu olhava para o futuro, para todas as coisas incríveis que eles fariam. Quando isso vai embora, é muito difícil, e não sei bem se consegui descobrir como lidar com isso. É uma coisa assombrada.