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Comunidade Nin-Jitsu recorre novamente à produção do “guru” Edu K em disco.

Gus Lanzetta | Pedro Antunes Publicado em 10/07/2014, às 15h07 - Atualizado em 14/07/2014, às 11h17

Juntos

Edu K, ao centro, aconselha os integrantes do Comunidade Nin-Jitsu.

Álbum: King Kong Diamond

Previsto para setembro/outubro

Edu K nos viu usando os efeitos ao vivo e trouxe isso para o álbum”, explica Nando Endres, baixista do Comunidade Nin-Jitsu, sobre a mistura de sons que é ouvida durante as gravações do novo disco da banda. A simbiose entre o grupo e o produtor, uma espécie de “guru musical” para os integrantes, é visível. “O Edu é o quinto integrante da banda nesse disco”, diz o guitarrista Fredi “Chernobyl” Endres sobre o produtor, que volta a trabalhar com o grupo 15 anos depois da parceria no álbum de estreia deles, Broncas Legais (1999). O clima é de conexão entre os músicos: pouco depois da entrevista, Chernobyl grava os riff s de guitarra enquanto Edu K, usando uma jaqueta de couro com mangas de estampa de oncinha e pantufas do game Angry Birds, se agacha para se dedicar aos pedais de efeitos.

King Kong Diamond apresenta um pastiche único de rock com funk carioca, mas também tem pitadas de funk dos anos 1970, com inspiração vinda dos mestres do Parliament- -Funkadelic. Edu K resume a mistura

com a peculiaridade devida: “É Slayer and The Family Stone, Black Sabala de Goma”.

Audac

Álbum Sem título definido

Previsto para último trimestre de 2014

Dois discos do The Strokes, parecia questão de tempo. “Passei o ano inteiro em contato com eles, tentando trabalhar com a banda de novo”, confessa o produtor. Quando voltou à América do Sul para uma turnê própria, em 2014, ele aproveitou para ficar todo o mês de junho com o grupo, em Curitiba. A grande mudança fi cou na formação da banda, que atualmente conta com Matheus Reinert no posto de guitarrista. “Agora a sonoridade tem a cara de nós quatro”, diz Alyssa Aquino (vocal e sintetizadores). “As canções estão mais intensas”, concorda o produtor. Exemplo disso é a faixa “Your Spell”; com refrão marcante, ela apresenta mais espaço para os vocais e para um dedilhado de guitarra. “Todas as músicas são mais ensolaradas e distintas”, derrete-se Raphael. “Mas ‘Your Spell’ é uma das melhores.”