Bebel Gilberto

Falando de Nova York, a cantora comenta o CD Tudo, com releituras de Tom Jobim e Neil Young.

Antônio do Amaral Rocha Publicado em 14/08/2014, às 11h18 - Atualizado às 12h12

Bebel Gilberto
Harper Smith

A produção de Tudo

“Quando a gente terminou de mixar o meu último DVD, em 2013, o trabalho estava tão bom que não quisemos parar. Estava cheia de ideias novas e começamos a gravar as músicas que eu já tinha em mente, independentemente de pensar em CD. Fiz o disco com o Mário Caldato Jr., que é superamigo do Kassin e do Liminha. Eles dois, além de gravar, participaram um pouco das mixagens. Mas o

Caldato foi o capitão-geral.” Escolhas musicais “Ouvi muita coisa antiga antes de gravar, como Clara Nunes. Eu já sabia o que queria. Gravei Neil Young [“Harvest Moon”], que é um dos meus vocais preferidos do disco. Essa música foi gravada com base nos acordes que eu criei.”

Estudar um instrumento

“Um dia eu acordei e comecei a tocar violão. Fui praticando, mas nunca tive um professor, só umas duas aulas. Ainda está difícil tocar ao vivo, mas estou quase chegando lá.”

Ponte aérea Rio-Nova York

“Estava há oito anos sem ir ao Brasil, mas os anos de 2012 e 2013 eu passei quase inteiros aí. Devo fazer shows no país em setembro. É assim, quando dá eu vou, mas a minha casa é aqui.”

Relação com os pais famosos

“Continua tudo igual. Acho que a minha mãe [Miúcha] está orgulhosa, mas fazendo o papel de mãe. O pai [João Gilberto] já é mais orgulhoso, ouviu algumas canções do disco e ficou entusiasmado.”

Garota de praia

“Eu estava há pouco tempo de biquíni em casa. Até transformei o meu jardinzinho em uma ‘autopraia’. Sou uma carioca nata.”