Melancolia em Trio

Interpol assume nova formação, lança disco e promete visita ao Brasil

João Vitor Medeiros Publicado em 08/09/2014, às 12h20 - Atualizado em 10/09/2014, às 17h52

Em frente (A partir da esq.) Fogarino, Banks e Kessler garantem autossuficiência.
Divulgação

Em 2002, ao lançar Turn On Hhe Brights Lights, o aclamado disco de estreia, o Interpol foi alçado automaticamente à condição de uma das bandas de maior destaque no começo do século. Quatro discos e mais de uma década depois, cercado de incerteza, o grupo anunciou um novo álbum, El Pintor, que acaba de chegar às prateleiras. Trata-se do primeiro registro da banda após a saída do baixista Carlos Dengler, em 2010. Quem assumiu a vaga deixada por ele foi Paul Banks, que acrescentou o posto aos cargos de vocalista e letrista.

El Pintor é, ao mesmo tempo, um sopro de renovação e um retorno à velha forma. “Eu me sinto muito bem em relação a esse disco, muito confiante em relação às letras”, conta o guitarrista e principal compositor, Daniel Kessler. “As músicas funcionaram muito bem com a banda.” Os primeiros esboços de canções vieram de Kessler, mas logo ele e Banks se juntaram para compor. “Não tínhamos um plano exato”, afirma o guitarrista.

A ideia de que o vocalista assumisse as linhas de baixo veio dele mesmo. “Falei que fazia todo o sentido para mim”, explica Kessler. “As músicas foram crescendo de maneira orgânica e todos nós gostamos do processo.”

Muitas bandas sucumbiram à pressão de superar o seu lançamento mais famoso. A elogiada estreia, contudo, não parece assombrar o trio. “Eu nunca senti pressão externa. Você tem que se sentir feliz, isso é o mais importante.

Essa é a verdadeira pressão”, desconversa.

A última vez que a banda passou pelo Brasil foi em 2011. Dois anos depois, Banks veio com em carreira solo. O trio pretende voltar ao país em breve, segundo o baterista Sam Fogarino. “Definitivamente vai acontecer no ano que vem.”