Ocupação em Turnê

Hayley Williams, do Paramore, fala sobre sexismo, karaokê e o gosto por Game of Thrones

Simon Vozick-Levinson |Tradução: J.M. Trevisan Publicado em 16/09/2014, às 11h31 - Atualizado às 11h58

Hayley Williams (Paramore)
AP

Há quatro anos, quando o Paramore perdeu os integrantes fundadores Zac e Josh Farro em uma separação amarga e pública, a vocalista Hayley Williams teve certeza de que era o fim da banda. “Pensei: ‘Bom, talvez seja como o fim do filme Conta Comigo”, diz Hayley, de 25 anos. “Nem tudo dura para sempre. Vou procurar outra coisa que eu saiba fazer.” Em vez disso, o grupo prosseguiu com as atividades como um trio, gravou o disco Paramore e emplacou um dos maiores sucessos do ano, o pegajoso single “Ain’t it Fun”. “Sinto-me totalmente recompensada”, afirma a cantora.

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Vi que você já fez parte de um fã-clube do ‘N Sync. É verdade?

Sim, é verdade. Nunca vou esquecer o dia em que o pacote chegou pelo correio. Fiquei tão empolgada que colei minha carteirinha e o pôster autografado na parede – provavelmente não era um autógrafo de verdade, mas era importante para mim mesmo assim. Joey [Fatone] era meu favorito.

Entrevista: “Estamos começando de novo”, diz Hayley Williams sobre mudanças no Paramore.

Você vê Game of Thrones quando está em turnê. Quanto tempo acha que sobreviveria em Westeros?

Na verdade, esperaria não viver muito, porque as mulheres da série vivem a pior vida possível. Elas são tratadas de modo doentio. Penso: “Não acredito que estou assistindo isso – e gostando”. Se pudesse voltar como outra pessoa, eu seria Tyrion [Peter Dinklage]. Ele é fodão.

Em 2011, em São Paulo, com show de alta voltagem e repletos de idolatria, Hayley Williams e companhia mostraram que a perda de dois integrantes não prejudicou a performance da banda.

Você já falou do sexismo que sofreu quando o Paramore ainda tocava em pequenas casas noturnas. Isso melhorou?

Não sei. Não me deparo com isso diretamente como quando tinha 16 anos e conseguia ouvir cada pessoa da plateia. Acho que alguns deles não sabiam lidar com uma garota em uma posição de autoridade. Mas não quero ter que ouvir de amigas que são de bandas frases como: “Perguntaram-me se eu era da barraquinha de vendas”.

As músicas do Paramore são muito boas para karaokês. Já cantou uma de suas canções em um karaokê?

Já. Foi uma experiência terrível. Eu costumava jogar laser tag num lugar em Nashville com um grupo gigante de amigos – foi logo que “Misery Business” (2007) saiu e estourou. Acharam que seria hilário se eu cantasse. Acho que cantei pior do que qualquer outra pessoa que já tenha tentado cantar aquela música. Foi patético.