Conflito Eterno

Roger Waters e David Gilmour brigavam pelo nome Pink Floyd

Redação Publicado em 21/11/2014, às 15h57 - Atualizado às 16h06

Neste mês está sendo lançado The Endless River, disco com material inédito que o Pink Floyd gravou na época do álbum The Division Bell (1994). Mas, se hoje as relações estão apaziguadas, em 1987 a rixa do trio formado pelo cantor e guitarrista David Gilmour, o baterista Nick Mason e o tecladista Rick Wright (que tinham ficado com o nome da banda)

com Roger Waters (o antigo baixista e principal compositor) estava no auge e gerava ataques na imprensa e ações judiciais. O jornalista David Fricke ouviu os dois lados e tentou entender o que movia tanto ressentimento. “Os lados conflitantes conseguiram destruir toda a amizade, camaradagem e unidade musical que construíram décadas atrás”, escreveu Fricke. Waters saiu no final de 1985 e não queria que os outros usassem o nome do Pink Floyd. No final, os antigos companheiros do cantor ganharam o direito na Justiça. A banda sem Waters ainda

tocava os velhos clássicos para estádios lotados e conseguia renovar o público. Já a carreira solo do baixista não decolava. “Se alguém ainda merece ser chamado de Pink Floyd, sou eu”, resmungava Waters. “O show deles usa o porco inflável, o avião, coisas que eu inventei.” Gilmour retrucava: “Quando garantimos o uso da marca, eu lembro que o Roger dizia: ‘Vocês nunca vão conseguir mais nada’. Era o que ele repetia, mas em um tom bem mais raivoso. Eu investi muito tempo nesta banda para desistir.” Mas o guitarrista acreditava que a situação

seria resolvida. “Sei que não será para a satisfação geral, mas algum tipo de realidade será definida.”