Loira do Banheiro: morte de Maria Augusta, a origem ‘verdadeira’ da lenda urbana e casa mal-assombrada

A lenda urbana tem referências ao conto estadunidense da Bloody Mary, mas, na verdade, a Loira do Banheiro é brasileira e se chama Maria Augusta

Vitória Campos (sob supervisão de Yolanda Reis) Publicado em 17/10/2021, às 15h00

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Antiga casa de Maria Augusta, atual Escola Estadual Conselheiro Rodrigues Alves (Foto: Reprodução / Facebook)

A lenda urbana da Loira do Banheiro conta com algumas referências da história norte-americana Bloody Mary. Mas, na verdade, o conto surgiu com a bizarra morte da brasileira Maria Augustade Oliveira Borges, filha do Visconde de Guaratinguetá. 

Maria morava em Guaratinguetá, no Vale do Paraíba, em uma das construções arquitetônicas mais bonitas e chamativas do estado de São Paulo. Atualmente, a casa abriga a Escola Estadual Conselheiro Rodrigues Alves — e, segundo a lenda, alunos e professores veem Maria pelo prédio "mal-assombrado," mesmo após sua morte. 

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Aos 14 anos, foi forçada pelo pai Visconde de Guaratinguetá a se casar com Dutra Rodrigues, um homem 21 anos mais velho e influente na sociedade — e, após o casamento, fugiu para Paris, França, com 18 anos. Em 1891, aos 26, Maria Augusta morreu e seu corpo voltou ao Brasil de navio. 

Quando voltava ao Brasil, ladrões abriram o caixão e roubaram suas joias. Após o assalto, o atestado de óbito sumiu. Com isso, a causa da morte não é certa, mas há a hipótese de que ela teria morrido de raiva, doença comum na Europa que causa desidratação. 

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Segundo o UOL, quando o corpo de Maria Augusta chegou à cidade, foi colocado dentro de uma redoma de vidro na sala da mansão — o que causou muita repercussão em Guaratinguetá. Anos depois, um incêndio tomou conta da casa, fazendo muitos acreditarem que a Loira do Banheiro estava por trás do acidente por ter morrido, hipoteticamente, de desidratação. Além disso, de acordo com alguns relatos, pessoas ouviram o piano de Maria tocar enquanto as chamas cresciam. 

Assim, alunos da Escola Estadual Conselheiro Rodrigues Alves contaram suas diversas teorias para invocar o espírito de Maria Augusta: jogar um fio de cabelo loiro no vaso sanitário do banheiro do colégio e dar descarga três vezes. E você, teria coragem de tentar? 

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