Stranger Things: Eddie e Hellfire Club foram inspirados em tragédia real

Segunda a própria Netflix, Eddie e Hellfire Club foram vagamente baseados na história de Damien Echols

Redação Publicado em 05/07/2022, às 10h08

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Joseph Quinn como Eddie Munson (Foto: Divulgação / Netflix) e Damien Echols (Foto: Stephen Lovekin / Equipe)

Mesmo com seres fantásticos de outra dimensão e seres com superpoderes, Stranger Things aproveita alguns acontecimentos da vida real para basear os personagens. Isso aconteceu com Eddie Munson (Joseph Quinn) e o Hellfire Club, apresentados na quarta temporada da série original Netflix.

Na produção criada por Matt e Ross Duffer, Eddie é um jovem fã de rock e fundador do Hellfire Club, clube de RPG da Hawkins High School, onde os protagonistas Lucas (Caleb McLaughlin), Mike (Finn Wolfhard), Will (Noah Schnapp), Dustin (Gaten Matarazzo), Eleven (Millie Bobby Brown) e Max (Sadie Sink) estudam.

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Segundo @NetflixGeeked, uma das contas oficiais da Netflix no Twitter, Eddie Munson foi vagamente inspirado em Damien Echols, escritor e artista que é um dos personagens do documentário O Paraíso Perdido: Assassinatos de Crianças em Robin Hood Hill, lançado em 1996.

Qual a história de Damien Echols, que inspirou Stranger Things?

Damien Echols e amigos faziam parte de Gryphons & Gargoyles, grupo de RPG da cidade West Memphis, Tennessee. Eles foram culpados pelo assassinato de três meninos, mesmo com álibis sólidos sem provas concretas. O grupo foi associado a satanismo - e por isso teriam cometido os crimes.

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Echols foi condenado à pena de morte, enquanto dois amigos e integrantes do Gryphons & Gargoyles receberam prisão perpétua na época. Pela falta de provas para condená-los, diversas celebridades - entre elas Johnny Depp, Eddie Vedder e Peter Jackson - dos Estados Unidos protestaram contra a decisão da justiça e passaram a defender o grupo.

O que aconteceu com Damien Echols e Gryphons & Gargoyles?

Pela forte pressão popular e falta de provas concretas, Damien Echols e Gryphons & Gargoyles conseguiram a paralisação da execução penal. Eles só foram libertos do sistema carcerário estadunidense após 18 anos de reclusão.

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Em 2010, a investigação foi reaberta e refizeram exames de DNA com equipamentos novos e modernos, que apontaram a inocência de Echols e amigos. Desde então, o artista escreveu o livro Vida após a morte (2012) conta toda história de vida dele, desde infância até experiência na cadeia.