Vape ajuda a parar de fumar? Estudo nega afirmações; veja

Segundo pesquisa da Universidade da Califórnia, pessoas que usam vape têm 8,5% a mais de chance de voltar a fumar

Redação Publicado em 20/10/2021, às 10h53

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Michael Crespo, vendedor, espera pelos clientes enquanto fuma cigarro eletrônico (Foto: Joe Raedle/Equipe)

Os cigarros eletrônicos, também conhecido como vapes, não ajudam as pessoas a parar de fumar, segundo pesquisa liderada por John Pierce, professor da Universidade da Califórnia em San Diego (via Independent). Os cientistas disseram como aqueles responsáveis por usar os dispositivos têm maior probabilidade de ter uma recaída nos próximos 12 meses.

"Nossas descobertas sugerem como indivíduos que pararam de fumar e passaram a fumar vapes, assim como outros produtos do tabaco, realmente aumentaram o risco de uma recaída no tabagismo, no próximo ano, em 8,5% pontos em comparação com quem parou de usar todos os produtos do tabaco," explicou Pierce.

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"Parar de fumar é a decisão mais importante que um fumante pode fazer para melhorar a saúde. Porém, as evidências indicaram como usar cigarros eletrônicos tornou menos provável ficar longe dos cigarros," continuou. A equipe de pesquisa identificou 13.604 fumantes nos EUA, os quais foram rastreados de 2013 a 2015 para explorar mudanças no uso de 12 produtos de tabaco.

No segundo acompanhamento anual, ex-fumantes foram comparados aos que haviam mudado para os outros tipos de fumo. O primeiro grupo, como usuários de cigarros eletrônicos, tinha 8,5% mais chances de voltar aos cigarros tradicionais. Public Health England promove uso de cape como ferramenta anti-tabagismo.

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Entre os ex-fumantes responsáveis por se abster de qualquer produto com tabaco, 50% haviam parado de fumar por pelo menos 12 meses. Foram considerados como quem conseguiu parar de fumar completamente. Isso em comparação com 41,5% dos usuários de cigarros eletrônicos ou outras ajudas para parar de fumar.

A coautora da pesquisa, professora Karen Messer, afirmou: "Nosso objetivo era avaliar se ex-fumantes recentes que mudaram para e-cigarros ou outro produto do tabaco eram menos propensos a recair no tabagismo em comparação com quem permaneceu livre do tabaco."

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