Jack Jones - For the "In" Crowd

ACERVO PESSOAL

Guias / CDs - Redação Publicado em 10/06/2009, às 20h55 - Atualizado em 11/06/2009, às 15h53

Peça de Colecionador

Certos nomes alcançam enorme popularidade, mas tempos depois parecem cair no “buraco negro”, mesmo ainda se encontrando em plena atividade. Um caso típico é o do crooner, Jack Jones. Nos anos 60, enquanto todo mundo caía de cabeça no rock, Jones era vendido como uma versão jovial de Frank Sinatra – fazendo uma comparação, ele era o Michael Bublé de seu tempo. Nascido em Hollywood em 1938, Jones era filho de Allan Jones, cantor e astro de cinema que estreou Uma Noite na Ópera ao lado dos Irmãos Marx. Jack Jones começou a gravar no fim dos anos 50 na Capitol Records. Seu único disco pela gravadora, chamado This Love of Mine, não vendeu quase nada e é muito procurado pelos colecionadores. Jones ainda procurava um estilo e se apoiava no repertório de Frank Sinatra, exemplificado em covers de “I Am a Fool to Want You”, “Angel Eyes” e da canção que dá nome ao disco.

Som Modernizado

Em meio à beatlemania e à crescente dominação da cultura jovem, Jack Jones continuava vendendo álbuns para um público que aparentemente não se importava com o rock. Mas ele dosava, gravando vez por outra algum disco com levada mais pop. Uma de suas experiências mais bem-sucedidas é o álbum For the “In” Crowd, que saiu em 1966 pela Kapp Records. A faixa-título tinha sido um grande sucesso com Dobie Gray e Jones injeta balanço na canção. Mas para nós, brasileiros, o grande destaque é “You’ve Got Your Troubles”, originalmente um grande hit para o grupo inglês The Fortunes. Dois anos depois, a versão de Jack foi incluída na trilha da novela Beto Rockfeller e se tornou o maior hit de Jack em nossa terra. O álbum traz outros covers, como “Yesterday” (Beatles), “What the World Needs Now Is Love” (Burt Bacharach). “Baby I’m Yours” (Barbara Lewis), dentre outros. Inédito em CD.

Tributo ao Bread

Na tentativa de modernizar seu som nos anos 70, Jack Jones passou a colocar em seu repertório compositores contemporâneos, como Richard Carpenter, Carole King, Randy Newman e outros. Ele também experimentou gravar songbooks. Em 1971, dedicou um álbum inteiro a Michel Legrand e em 1974 veio com Write Me a Love Song, Charlie, somente com canções do também francês Charles Aznavour. Entre esses dois discos, ele gravou pela RCA o álbum Bread Winners (1972). Como dá para perceber, é um tributo ao grupo Bread, que na época se encontrava no auge. Jones escolheu alguns dos grandes hits criados por David Gates, o principal compositor do Bread, como “If”, “Make with You”, “Everything I Own” etc... Mas também tinha algumas canções de James Griffin e Robb Royer, outros membros da banda, como “Games of Magic” e “Coming Apart”. Esse LP também não ganhou um lançamento no formato digital.

PAULO CAVALCANTI

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