The Rolling Stones

Guias / CDs - Redação Publicado em 07/10/2009, às 15h23 - Atualizado às 15h31

The Rolling Stones

Universal

Mais quatro títulos para completar a coleção dos remasters dos Stones

Depois da primeira (e indispensável) leva de relançamentos dos Rolling Stones, que trazia títulos dos anos 70 e do começo dos 80, chega agora o resto do pacote. A produção do grupo a partir da segunda metade da década de 80 não representa o melhor que fizeram, mas é bom lembrar que um disco inferior dos Stones ainda é mais interessante do que o melhor de muitas outras bandas. Dirty Work (1986) reuniu os beligerantes Mick Jagger e Keith Richards depois de um período em que a banda esteve muito perto de terminar. Ainda existia tensão no ar, mas é uma pena que as canções fossem irregulares e a produção muito com a cara dos anos 80. Ainda assim, trouxe o hit “One Hit to the Body” e uma cover bacana para o clássico do R&B “Harlem Shufle”. Jagger e Richards continuaram se estranhando por mais três anos. Mas, em 1989, eles retornaram mais unidos do que nunca com Steel Wheels. Muita gente lembra da tour referente ao álbum, a mais grandiosa e lucrativa da história dos Stones até então. O álbum em si não trouxe muita surpresa, baseando-se no som clássico do grupo, mas os Stones soavam um pouco mais coesos e “Rock and a Hard Place” e “Mixed Emotions” foram os hits. O próximo álbum levou ainda mais tempo para ser lançado. Quando Voodoo Lounge saiu em 1994, a era digital reinava e os Stones, agora sem o baixista Bill Wyman, tiveram que gravar uma hora de material. É meio longo, mas no geral não é ruim, com a produção esparsa de Don Was beneficiando rock e baladas folk do calibre de “Love Is Strong” e “Out of Tears”. O pacote fecha com “Bridges to Babylon” (1997), em que Mick Jagger buscou uma produção mais contemporânea. O disco tem a mão dos Dust Brothers e Danny Saber (Beck). Mas Keith Richards é quem brilha, não deixando ninguém esquecer que as raízes dos Stones ainda estavam na música negra. Ele contribuiu com o reggae “You Don’t Have to Mean It” e a balada “How Can I Stop”. Os completistas vão gostar ver o retorno destes quatro CDs às lojas. E não acaba aqui: até o final do ano saem os remasters de Exile on Main Street e Get Yer Ya-Ya’s Out .

POR P.C.

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