<b>JEITO COOL </b> Indecisão atrapalha o trabalho de Lana
NICOLE NODLAND/DIVULGAÇÃO

Born to Die

Lana Del Rey

Guias / CDs - MURILO BASSO Publicado em 13/02/2012, às 11h08 - Atualizado às 11h10

Estreia da comentada cantora não vai mudar o mundo

Lana surgiu no ano passado, causando muito furor na internet com vídeos produzidos (segundo ela) por ela própria. Ninguém escapou de em algum momento ouvir “Video Games” ou “Blue Jeans”. Agora, a nova-iorquina lança seu primeiro disco oficial (ela já havia gravado um antes, disponível apenas digitalmente). Born to Die, apesar de trazer os bons singles e mostrar que Lana não está no hall das piores cantoras, trabalha clichês desnecessários com sua produção carregada. O álbum se perde em meio à indecisão entre ser cool ou apenas mais um álbum pop convencional. “Dark Paradise” e “Carmen” são tão semelhantes que acabam soando como a mesma canção. Já “This Is What Makes Us Girls” é uma espécie de hino (desnecessário) para garotas sentimentais, enquanto “Summertime Sadness” se confunde em meio a suas referências, refletindo bem o clima inseguro que marca a estreia oficial da cantora. As já conhecidas “Blue Jeans” e “Video Games” funcionam à med ida que aceleram o disco, mas também mostram que a produção poderia ter sido mais “limpa”. E, quanto a “Born to Die”, o novo single e faixa-título, bem, prefira o remixe de Damon Albarn. Embora especialista em autopromoção, Lana erra o passo ao tentar comportar inúmeras referências, mostrando que poderia ter se saído melhor caso optasse por um trabalho mais compacto e menos maçante.

Fonte: Interscope/Universal

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