Jake Bugg

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Jake Bugg

Guias / CDs - Mariana Tramontina Publicado em 13/05/2013, às 11h05 - Atualizado às 11h07

Aos 19 anos, inglês embala folk-rock com marcantes influências do passado

Jake Bugg estava há poucos meses no mundo quando o Oasis apareceu com Definitely Maybe, no final de 1994, ano-chave para os britânicos. Enquanto os norte-americanos lamentavam a perda de Kurt Cobain, os ingleses se movimentavam para hastear a bandeira de cenário mais relevante do rock (Blur, Pulp e Suede também estavam por lá). Quase 20 anos depois, o britpop perdeu o fôlego e os irmãos Gallagher já não estão mais juntos, mas deixaram as portas abertas para Jake Bugg entrar. Ele ganhou espaço para abrir shows de Noel e, no final do ano passado, atraiu ouvidos curiosos ao lançar 14 canções autorais em seu álbum de estreia, queganha agora edição brasileira. Musicalmente, o amor pelo Oasis pouco sobressai no trabalho. Bugg concentra forças na paixão por Bob Dylan (ouça “Lightning Bolt”) e abusa da estética de baixa fidelidade para fazer um folk-rock desencanado. Com temáticas vagas, destacam-se os vocais rasgados e ruidosos, que algumas vezes soam como Alex Turner, do Arctic Monkeys (“Two Fingers”). Noel e Liam acabaram lhe inspirando a língua afiada – segundo Bugg, sua principal missão como artista é manter cantores do reality show X-Factor longe das paradas de sucesso. O rapaz sabe aonde quer chegar, mas, entre tantas influências, ainda não consegue ter uma identidade definida. A maturidade só vai lhe fazer bem.

Fonte: Universal

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