Paraíso perdido
Maldita

Maldita

Guias / CDs - Redação Publicado em 07/11/2007, às 15h18 - Atualizado em 08/11/2007, às 16h11

O velho flerte entre Deus e o Diabo

O rock-terror sempre flertou com as figuras satânicas e com uma espécie de contestação à figura de um Deus bondoso. Tal qual a diferença entre paixão e ódio é estreita, esses artistas acabam revelando em suas obras um encanto tremendo pelo divino, ainda que isso seja demonstrado pelo repúdio. Neste segundo disco da Maldita, isso é evidente nas letras que remetem a anjos decaídos, entre elas, a própria faixa-título e outras como "Santos e Pecadores", "Anjo", "Presença de Espírito" e "Moribunde". Outra que mostra esse fetiche pelo divino é "Seu Deus", cuja citação a Nietzsche aparece no subtítulo "(a lei do eterno retorno)", como se quisesse lembrar que, para eles, deus estaria morto. Viagens psicofilosóficas marcam o disco, cuja sonoridade remete mais a Nine Inch Nails do que à Marilyn Manson. As interpretações de Erich Mariani (Coágula) continuam teatrais e exageradas. Para quem gosta de uma brincadeira trash, esta aí uma boa diversão.

Bruno Maia

Maldita

Paraíso perdido

Independente

12

10

2007

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