Jam da Silva: da percussão às junções sonoras
MARCELO LYRA/DIVULGAÇÃO

Mistura de Sotaques

Guias / CDs - Redação Publicado em 11/12/2008, às 19h10

Jam da Silva

Dia Santo

Independente

Tarimbado percussionista oferece caldeirão sonoro

Fazia tempo que não aparecia algo como a estréia de Jam da Silva. Produzido pelo próprio músico, com auxílio do experiente Chico Neves, o début do percussionista de Paula Toller e Kátia B anda surpreendendo cantores, compositores, produtores, jornalistas e até seus conterrâneos pernambucanos. Jam consegue misturar sonoridades (maracatu e eletrônica dançam coladinhos) com sotaques da sua terra, da França e do Rio – cidade que adotou na época em que começou a tocar no F.U.R.T.O. Da pernambucana Isaar ao francês Moussu T (co-autoria e voz: ela, em "Dia Santo", e ele, em "Dub das Cavernas / Frevo"), todas as participações são essenciais. Personagens como Maciel Salú e Junio Barreto (parceiros na composição e vocalistas em "Chuva de Areia" e "O Pedido", respectivamente) foram escalados pelo músico para exercer papéis importantes em cada uma das 11 faixas do álbum. Se Jam já merecia o prêmio de compositor revelação desde que, no ano passado, apareceu nos créditos das ótimas faixas de abertura dos álbuns de Roberta Sá ("O Pedido") e Elba Ramalho ("Gaiola da Saudade"), agora ele pode entrar para o rol dos pensadores e executores mais criativos da música brasileira. Seus primeiros êxitos reconhecidos foram o trabalho como percussionista da Orquestra Santa Massa, formada ainda em Pernambuco com DJ Dolores, e "Desterro", música que escreveu com Yuka e Marisa Monte para "Sangeaudiência", disco do F.U.R.T.O.

Christina Fuscaldo

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