Warhol e suas aventuras cinematográficas
DIVULGAÇÃO

Festival Andy Warhol

Guias / DVDs - Redação Publicado em 06/05/2010, às 10h54 - Atualizado às 10h58

Mais do Que 15 Minutos de Fama

A distribuidora Magnus Opus lançou vários títulos com atuações diretas e indiretas de Andy Warhol no mundo do cinema. Em DVD individual, há o clássico experimental Chelsea Girls (1966), codirigido com o cineasta Paul Morrissey, amigo e integrante da entourage da Factory. Em tela dividida e por mais de três horas, desfilam bissexuais, marginais e traficantes. Sendo a primeira produção underground a estrear em um cinema comercial de Nova York, esta atraiu a atenção de jovens e rebeldes do país para as manias de Warhol. Um desses desgarrados foi o ator Joe D’Alesandro, ícone sexual da contracultura, que protagonizou a notória trilogia Flesh(1968), Trash (1970) e Heat (1972), produzida por Warhol, dirigida por Morrissey e presente no pack Luxúria, Subversão e Outros Crimes. D’Alesandro representou o lado marginal de Hollywood, um michê viciado em drogas com aspirações a ator, às voltas com travestis, mulheres liberais e explícitas tomadas de nudez fetichista. No pack, destaque ainda para curtas de Morrissey que registram, por exemplo, apresentações do grupo Velvet Underground em começo de carreira. Warhol marcou presença como ator (ou quase uma caricatura) em dois filmes ultraindependentes do diretor alemão Ulli Lommel: Cocaine Cowboys (1979), com Jack Palance, sobre um roqueiro (Tom Sullivan) que financia sua banda, a Cowboy Island Band, com o tráfico de drogas; e Geração Punk (1980), no qual a belíssima Carole Bouquet entrevista um astro punk (Richard Hell), líder do grupo Voidoids. Estes dois títulos estão reunidos em uma caixa. Por fim, o pack 3x Andy Warhol inclui o drama Eu Atirei em Andy Warhol (1996), de Mary Marron, que reconstitui um atentado real contra a vida do artista (interpretado por Jared Harris), e dois documentários sobre vida e obra dedicadas à perseguição da fama e da riqueza: o americano Retrato Completo de Andy Warhol (2002) e o francês Vida e Morte de Andy Warhol (2005), que tem narração em off escrita pelo polêmico(a) escritor(a) JT Leroy. São boas introduções para uma das figuras ímpares do século passado.

POR CHRISTIAN PETERMANN

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