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Guias / DVDs - Redação Publicado em 11/06/2009, às 15h50 - Atualizado às 16h30

Magnus Opus

Clássico do cinema psicodélico tem trilha sonora do Pink Floyd

O filme de estreia do cineasta Barbet Schroeder, More (1969), é um dos mais sinceros expoentes do cinema psicodélico. Nascido no Teerã (Irã), Schroeder ficou conhecido no Brasil por seu bukowskiano Barfly, pela indicação ao Oscar que recebeu por O Reverso da Fortuna e, mais recentemente, pelo polêmico documentário O Advogado do Terror. Mas nessa sua primeira obra ele contou a história de “amour fou” entre um alemão (Klaus Grünberg) e uma americana (Mimsy Farmer) em Paris e em Ibiza, com consumo intenso e didáticos de maconha, heroína e LSD. Traduções perfeitas desses delírios químicos apresentam-se na fotografia solar do mestre Nestor Almendros (um tanto perdida em fullscreen) e na trilha sonora composta pelo então emergente Pink Floyd. Já posterior à era Syd Barrett, essa trilha foi o terceiro trabalho da banda, lançado quatro anos antes do marco histórico Dark Side of the Moon. Visto hoje, o filme é um retrato já bastante crítico da sina autodestrutiva de muitos dos jovens na era do amor e das drogas livres. E com uma trilha que é de fato a maior viagem.

CHRISTIAN PETERMAN

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