<b>EM CANA</b> Matogrosso mata o tempo na cadeia
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Luz nas Trevas – A Volta do Bandido da Luz Vermelha

Helena Ignez e Ícaro C. Martins

Guias / Filmes - Christian Petermann Publicado em 14/05/2012, às 14h08 - Atualizado às 19h18

Cantor entra na pele de famoso bandido dos anos 60 em continuação de clássico

A atriz Helena Ignez recebeu das mãos do próprio Rogério Sganzerla a incumbência de filmar o roteiro Luz nas Trevas, uma espécie de continuação do primeiro longa, O Bandido da Luz Vermelha, uma das principais obras da cinematografia brasileira. Tarefa de grande responsabilidade, que ela levou adiante com a filha dele, Sinai Sganzerla, diretora assistente e produtora-executiva. O que em 1968 foi descrito como um “faroeste sobre o Terceiro Mundo” transformou-se em uma furiosa comédia presidiária. Os protagonistas são Jorge Prado, uma das identidades do marginal no filme de Sganzerla, interpretado com debochada macheza por Ney Matogrosso, e seu filho Jorge Bronze, ou o bandido Tudo ou Nada (o carismático André Guerreiro Lopes, ótima revelação da fita). Bruna Lombardi, Maria Luísa Mendonça e Simone Spoladore aparecem em divertidas pontas como casos amorosos de Tudo ou Nada. Luz nas Trevas tem a mesma estrutura fragmentada e antropofágica do filme original, com uma edição rápida, montagem de material visual de várias fontes, narração em off e trilha sonora intrigante, mas não é uma cópia. É uma reverência, uma obra de impressionante frescor que olha para a estética marginal como fonte de plena inspiração.

Elenco: Ney Matogrosso, André Guerreiro Lopes e Djin Sganzerla

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