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Origem do mais famoso X-Men se perde em roteiro pouco inspirado

X-Men Origens: Wolverine

Guias / Filmes - Redação Publicado em 10/05/2009, às 08h18 - Atualizado em 10/03/2014, às 13h44

Gavin Hood

Hugh Jackman, Live Schreiber, Will.I.Am

“Biografia” de ícone dos quadrinhos ignora fonte e se supera nos clichês

Wolverine vazou na internet um mês antes da estreia e rendeu uma alardeada caça às bruxas (houve quem perdeu o emprego por publicar uma resenha antecipada). O barulho gerado deu até o que pensar: e se foi uma estratégia de divulgação que saiu pela culatra, já que a repercussão da versão inacabada foi das piores? Incompleto ou finalizado, nada muda o fato de que o filme de Gavin Hood falha duplamente – com o grande público e com o fã de carteirinha. Criado como personagem secundário da Marvel, Wolverine é hoje um ícone pop cuja origem já foi contada em exaustivos detalhes no papel. Porém, mesmo se o filme seguisse a fonte à risca (e Wolverine, diga-se, é repleto de “licenças poéticas”), não seriam menos evidentes as carências da produção. São até injustas as comparações com obras semelhantes” – ou seja, filmes de heróis que não são totalmente fiéis às fontes: faltam o roteiro bem estruturado e os personagens profundos de O Cavaleiro das Trevas; inexistem o carisma e o espírito abundantes em Homem de Ferro. Os excessos, por sua vez, saltam – o exagero de clichês, a falta de uma lógica na trama e a utilização a esmo de personagens obscuros, como se para provar uma (falsa) conexão com o fã xiita (não dá certo). Até mesmo Hugh Jackman, mais do que acostumado às garras de adamantium, parece constrangido em seus momentos de fúria bem ensaiada. Vai agradar a maioria, vai explodir nas bilheterias, vai render mais filmes? Muito provável. Mas também é um passo para trás no gênero.

PABLO MIYAZAWA

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