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Lollipop Chainsaw

Guias / Games - Heitor de Paola Publicado em 10/08/2012, às 15h32 - Atualizado às 15h35

Zumbis, decotes e cultura pop

O japonês Goichi Suda, o “Suda51”, pode ser considerado uma espécie de Quentin Tarantino dos games. O motivo: os títulos que ele cria em sua produtora, a Grasshopper Manufacture, chamam a atenção muito mais pela linguagem utilizada do que pelo conteúdo em si. No caso de Lollipop Chainsaw, jogo de ação em que uma líder de torcida chamada Scarlet derrota zumbis usando uma motosserra e pompons, o destaque é o pastiche de referências à cultura pop e o humor – constantemente de cunho escatológico e sexual. São os pequenos detalhes que fazem a diferença: o modo como a ferramenta é utilizada para decapitar mortos-vivos ou o fato de os inimigos principais representarem gêneros musicais distintos (e utilizando armas que remetem a isso). Isso não significa que controlar a líder de torcida seja uma ótima experiência, mas é impossível evitar a sensação de que, na maior parte do tempo, esse aspecto é apenas bom o suficiente. Insistindo mais na comparação com Tarantino, Lollipop Chainsaw é um pouco como Kill Bill, no sentido de que focar-se exclusivamente na ação (ou, no caso do filme, nos elementos de artes marciais) só trará decepção. É através do visual e das bizarras citações a outras obras (sejam elas do cinema, literatura ou música) que Lollipop Chainsaw brilha, e é nesse aspecto que o olhar do jogador deve recair – mesmo que o decote e a saia curta de Scarlet roubem a atenção vez ou outra.

Fonte: WB Games

Plataforma: PS3 / X360

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