Payne conheceu o jeitinho paulistano
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Max Payne 3

Guias / Games - Gus Lanzetta Publicado em 15/06/2012, às 14h40 - Atualizado às 14h43

Detetive depressivo troca a Nova York sombria por versão hollywoodiana de São Paulo

“Max Payne perdeu tudo aquilo que amava.” com narração de voz grave e rouca, o próprio protagonista nos lembra dessa informação desde a primeira cena do primeiro game da série (de 2001). Agora, Max Payne também perdeu a velha e gelada Nova York, que era quase como um personagem em sua saga. Em Max Payne 3, a “metrópole que nunca dorme” ficou relegada a mera participação especial em uma aventura muito mais focada na cidade de São Paulo. Principalmente para os brasileiros, que ficarão atentos aos detalhes de como o país é retratado no jogo, MP3 se mostra bem fiel às suas inspirações. A Rockstar – que já mostrou saber bem se inspirar em filmes com a série Grand Theft Auto – infestou a Sampa virtual de bocas-sujas totalmente apropriadas, com palavrões autênticos e dignos de um Tropa de Elite. Referências ao filme de José Padilha, às telenovelas e até ao folclore nacional também temperam esse Brasil estilizado. Mais alcoólatra e dependente de remédios do que nunca, Max Payne trabalha como segurança para clientes ricos que despreza. Sem felicidade ou propósito – como já era o caso no segundo jogo –, ele se vê em uma situação sem saída, na qual precisa equilibrar muita violência, sequências de ação em câmera lenta e doses cavalares de analgésicos fortes. Payne deixa para trás o estilo noir no país tropical, mas não abandona o jeito de ser: um eterno depressivo que jamais enxerga o lado bom da vida. Com o Brasil como pano de fundo, a história ganha o clima exagerado e surrealista de filmes como Bad Boys 2 ou Velozes e Furiosos 5: Operação Rio – o contraste é grande e não parece se encaixar com o estilo soturno e hiperbólico do anti-herói.

Fonte: Rockstar Games

Plataforma: PlayStation 3 / Xbox 360 / PC

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