A Décima Segunda Noite
Luis Fernando Verissimo

A Décima Segunda Noite

Guias / Livros - Redação Publicado em 11/10/2007, às 17h18 - Atualizado em 12/10/2007, às 14h59

Comédias da Vida Privada de um Papagaio

Comédias da Vida Privada de um Papagaio

E o Deus das letras criou o literariamente bem-humorado Luis Fernando Verissimo com toda sua criatividade familiar para lidar com as palavras em outros tempos e outros ventos. Dessa vez, Luis Fernando tinha uma missão: recriar uma obra baseada em alguns dos escritos do dramaturgo inglês William Shakespeare. A peça escolhida foi Noite de Reis (tragicomédia sobre a história de amor do duque Orsino, que manda um informante para enviar recados à sua amada, a enlutada condessa Violeta, que acaba se apaixonando pelo mensageiro e este, que na verdade é esta, tem uma fixação pelo patrão. Ufa!). "Shakespeare forneceu a trama básica, e eu entrei com o resto", escreve Verissimo. A Décima Segunda Noite é narrado por um papagaio (pior, ou melhor, é que é verdade) francês. "Dizem que Shakespeare lia suas comédias com voz de papagaio para os seus atores, que nunca entendiam o que ele escrevia. Só assim eles sabiam que não era tragédia", lembra Henri, a ave que tudo viu e está sendo devidamente entrevistada (no decorrer de A Décima Segunda Noite) e assusta-se com seu timbre sendo repetido pelo gravador. E a história de amor agora se passa em um salão de cabeleireiro. Boa essa, hein Luis Fernando.

Por Ademir Correa

Literatura Nacional

Luis Fernando Verissimo

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12

2006

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