Valis
Philip K. Dick

Valis

Guias / Livros - Redação Publicado em 11/10/2007, às 17h31 - Atualizado em 12/10/2007, às 15h38

Eram os deuses pop

O americano Philip K. Dick (1928-1982) criou um novo gênero: o da ficção científica... autobiográfica. Ele começou, ainda na década de 1940, com contos de ficção científica tradicional (situados no futuro, com naves, mundos distantes, etc.), mas deu uma guinada, nos anos 60, para histórias situadas numa realidade bem mais próxima à nossa. Nelas, freqüentemente, as drogas e

implantes psíquicos induziam a estados de ruptura da percepção da realidade (Identidade Perdida, O Homem Duplo, Os Três Estigmas de Palmer Eldritch). Precursoras do ciberpunk, essas histórias já eram suficientes para situá-lo como um dos escritores mais originais e inquietantes de todos os tempos. Além de Blade Runner, PKD é autor de O Homem Duplo e Minority Report, entre outras histórias adaptadas para o cinema depois de sua morte. Mas com Valis (1978), ele decidiu que o buraco era mais em cima. Na verdade, desde 1974, PKD acreditava ter uma vida multidimensional, recebendo em sua mente informações de natureza sagrada e/ou extraterrestre. No livro, um filme de ficção científica com

elementos similares aos de O Homem Que Caiu na Terra, com David Bowie, re-vela a ele mesmo e a seu alter ego, Horselover Fat, indícios de que há um novo Cristo na terra. E ele é uma menina. Ou um ET. Ou o próprio fluxo da informação. Paradoxalmente crédulo e irônico ao mesmo tempo, é tecnoteologia de primeira.

Por Alex Antunes

Literatura Estrangeira

Philip K. Dick

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2007

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