Grammy 2021: 6 curiosidades sobre o disco indicado de Harry Styles, Fine Line

Pela primeira vez na carreira, o cantor recebeu indicações na premiação

Isabela Guiduci | @isabelaguiduci Publicado em 06/01/2021, às 15h40

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Capa Fine Line, Harry Styles (Foto: Reprodução)

Em dez anos de carreira, Harry Styles ainda não havia sido indicado ao Grammy Awards. Na fase solo do cantor, o primeiro disco homônimo, lançado em 2017, não foi contemplado na premiação. Com o One Direction, o músico também não recebeu nenhuma indicação. Em 2020, porém, este cenário mudou. 

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Para a edição da premiação 2021, o cantor foi indicado para três categorias: "Melhor Álbum pop vocal" com Fine Line, "Melhor performance pop solo" com "Watermelon Sugar", e "Melhor Clipe" com "Adore You". E, no dia 14 de março, nova data da cerimônia - adiada devido à pandemia de coronavírus - o músico terá a chance de levar um Grammy para casa. 

Fine Line é o segundo disco da carreira solo de Harry Styles, e foi lançado no dia 13 de dezembro de 2019. O projeto integra as outras indicações, "Watermelon Sugar" e "Adore You". O álbum mergulha no gênero pop, e se permite experimentar sonoridades e elementos de outros estilos musicais - e o resultado é impecável. 

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Para entrar no clima do Grammy Awards 2021, a Rolling Stone Brasil separou 6 curiosidades sobre Fine Line - alucinógenos, ex-namorada, música odiada e mais:

Videoclipes

A fase Fine Line da carreira musical de Styles ganhou seis videoclipes - isso aconteceu também por conta da pandemia de coronavírus e o adiamento da Love Tour, turnê do álbum, que inclusive passaria pelo Brasil. Até agora, as apresentações seguem adiadas. 

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Para você não se perder e relembrar os sucessos do disco, as músicas que ganharam videoclipes foram "Golden", "Watermelon Sugar", "Adore You", "Lights Up", "Falling" e o mais recente, lançado no dia 1 de janeiro de 2021, "Treat People With Kindness". 

Curiosamente, há participações especiais em alguns deles, como é o caso de Joalin Loukamaa, integrante do Now United, que está em "Lights Up". Já "Treat People With Kindness" conta com a lendária atriz e criadora de Fleabag, Phoebe Waller-Bridge, que estrela o videoclipe ao lado do cantor. 

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Harry Styles odiava "Watermelon Sugar"

No Tiny Desk Concert, que aconteceu em 2020, Styles explicou a origem e a inspiração por trás de "Watermelon Sugar’" e revelou que a "odiou por muito tempo". Segundo o músico, a faixa foi escrita por ele em 2017 enquanto estava em turnê com o disco de estreia da carreira, Harry Styles: "Estava em Nashville no meu dia de folga e entramos no estúdio para brincar um pouco."

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"Estava com os caras com quem fiz o primeiro disco e tivemos essa ideia da melodia do refrão e isso meio que ficou bastante repetitivo. O livro de Richard Brautigan, In Watermelon Sugar, estava sobre a mesa e fiquei tipo, 'Isso soaria legal!'', disse.

"Em um primeiro momento, gostei, mas então, eu realmente odiei a música por muito tempo [pela melodia repetitiva]", explicou. 

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Significado triste de "Falling"

Em uma entrevista ao Radio.com, o ex-One Direction revelou o significado poético, mas triste da canção: "'Falling' é sobre ficar diante de um lugar que você reconhece como ruim. Você meio que se sente voltando àquele período [quando você estava naquele lugar], e ficando triste com o que perdeu", explicou o cantor. 

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Rumores e teorias dos fãs sugerem que a música é para a ex-namorada de Harry Styles, a francesa Camille Rowe. Dois perfis do Genius (@rihanti e @tirelessmess) apontaram uma possível conexão pessoal com o café citado na música, “Beachwood Cafe”.

Beachwood Cafe é um café em Los Angeles. Camille, é fã do local e revelou, em uma entrevista em setembro de 2018, que uma visita ao Beachwood Cafe seria incluída em um "dia ideal em Los Angeles".

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A voz em "Cherry"

"Cherry" é a quinta música que compõe Fine Line. Nela, há um triste riff no violão acompanhado de uma confissão de ciúmes do cantor. A faixa é encerrada com uma gravação falada em francês de uma voz feminina. 

Como era de se imaginar, a voz do final é da ex-namorada de Harry Styles, Camille Rowe. Em uma entrevista à Rolling Stone EUA em 2019, ele contou: "É apenas a voz da minha ex-namorada falando. Eu estava tocando violão e ela recebeu um telefonema - e, sim, estava falando exatamente no tom da música."

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Os alucinógenos de "She" 

"She" apresenta uma guitarra ousada, com direito a um longo solo. Segundo a Rolling Stone EUA descreve, é como se Prince da época de "Purple Rain" fizesse uma jam com Pink Floyd dos tempos de "Shine On You Crazy Diamond".

Na entrevista à Rolling Stone EUA, Harry Styles conta: "Mitch [o guitarrista do músico] tocou aquela guitarra quando ele estava um pouco, er, afetado, digamos assim. Bom, ele tinha usado cogumelos, todos nós tínhamos. E não fazíamos ideia do que estava acontecendo. Esquecemos tudo sobre essa faixa. Voltamos mais tarde e adoramos. Mas Mitch não tinha ideia do que ele fez na guitarra naquela noite, então ele teve que aprender tudo de novo."

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Influência de Joni Mitchell em "Canyon Moon"

Na entrevista à Rolling Stone EUA, Styles admitiu: "Eu estava enfiado em Joni [Mitchell]". Inspirado por pelo sul da Califórnia e a obsessão pelo clássico Blue, disco de Joni Mitchell de 1971 - ele buscou Joellen Lapidus, a mulher que construiu o dulcimer [um instrumento de cordas de origem medieval] que Mitchell toca ao longo desse álbum.

No passado, Lapidus apresentou Mitchell às maravilhas do dulcimer; ela o levou na mochila em uma viagem pela Europa e escreveu algumas de suas músicas mais clássicas. Em "Canyon Moon", o músico provou do mesmo sabor e se aventurou com o instrumento. 

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BÔNUS: "Golden"

Curiosamente, a música que abre o Fine Line, "Golden", foi a primeira canção composta e pensada especificamente para o disco. Escrita no segundo dia de sessões no Shangri-La Studios, em Malibu, a faixa tem a responsabilidade de apresentar ao ouvinte um pouco de como será a viagem pelo álbum. 

"Essa sempre foi a primeira música que eu toquei para as pessoas. Essa sempre seria a faixa um do disco", explicou Harry Styles à Rolling Stone EUA.

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