Alanis Morissette critica documentário Jagged: 'Fatos que não são verdadeiros'

Jagged, documentário sobre Alanis Morissette, estreia no Festival Internacional de Cinema de Toronto, mas a cantora se sentiu 'enganada' pelo resultado

Jon Blistein | Rolling Stone EUA. Tradução: Marina Sakai (sob supervisão de Yolanda Reis) Publicado em 14/09/2021, às 17h05

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Alanis Morissette (Foto: Sonia Recchia / Getty Images)

Alanis Morisette criticou o documentário Jagged, dizendo que "inclui implicações e fatos que simplesmente não são verdadeiros," em comunicado oficial à Rolling Stone EUA. O filme foi dirigido por Alison Klayman e deve estrear no Festival Internacional de Cinema de Toronto em setembro de 2021. Apesar disso, como noticiado pelo The Washington Post na última sexta, 10 de setembro, a cantora parecia infeliz com o longa e não planejava ir ao lançamento.

No comunicado, Morissette explicou seu envolvimento com o filme, e o porquê de não querer mais apoiá-lo. "Concordei em participar de uma parte sobre a celebração do aniversário de 25 anos de Jagged Little Pill e fui entrevistada durante uma fase muito vulnerável [enquanto estava na minha terceira depressão pós-parto, além do lockdown]."

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A cantora ainda acrescentou: "Fui enganada por uma falsa sensação de segurança e o plano lascivo deles se tornou aparente imediatamente, assim que vi o primeiro corte do filme. Foi quando soube que nossas visões eram dolorosamente divergentes. Não é a história que concordei em contar. Sento aqui experienciando o impacto total de ter confiado em alguém quem não merecia."

Nem Klayman, nem a HBO (onde o documentário estreará ainda em 2021) responderam imediatamente ao pedido de comentário da Rolling Stone EUA. Morissette não irá aos eventos para promover o filme devido aos problemas os quais tem com ele — comparou-o a outras "histórias e biografias não-autorizadas" lançadas ao longo dos anos — e porque está em turnê.

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"Enquanto há beleza e alguns elementos de precisão nesta/minha história com certeza, não apoiarei a visão redutora de outra pessoa em uma trajetória com muito mais nuances do que eles jamais poderiam entender," disse Morissette. Em entrevista ao The Washington Post,Klayman decidiu não especular sobre os sentimentos da cantora acerca do documentário, mas afirmou: "Claro, gostaria que Alanis pudesse ir [à premiere]. Foi um privilégio trabalhar nesse filme e estou muito orgulhosa dele. Com sorte, ela terá outras oportunidades no futuro para vir aos eventos de cinema."