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Música / Review

Assucena reinterpreta clássicos de Gal em homenagem à cantora que a inspirou

A cantora e compositora apresentou nesta quarta, 20, o show Gal- Baby Te Amo, como parte do projeto Rolling Stone Sessions

Assucena (Fotografia: Natalia Mitie - @natimitie)
Assucena (Fotografia: Natalia Mitie - @natimitie)

Fã declarada de Gal Costa, Assucena deu o pontapé inicial na carreia solo com um show em homenagem à cantora chamado Rio e também posso chorar. Uma homenagem aos 50 anos de Fatal - Gal A Todo Vapor (1971). Em 2023 ela lançou Lusco-Fusco, primeiro álbum da nova fase. Na última quarta, 20, a convite do projeto Rolling Stone Sessions, a artista sobe ao palco do Blue Note, em São Paulo, para apresentar um espetáculo em tributo à cantora.

Gal - Baby Te Amo é o nome do show que começa com uma das mais icônicas canções gravadas pela musa da Tropicália. Com o ambiente ainda escurecido, exceto por uma luz vermelha baixa, Assucena sobe ao palco cantando "Vaca Profana."

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Acompanhada de Rafael Acerbi — que também fazia parte da banda As Baías — A artista trouxe reinterpretações de clássicos e músicas menos conhecidas do repertório de Gal, adicionando toques da própria personalidade, como uma boa homenagem deve ser feita. 

Assucena ainda mostrou que sabe como encantar a plateia como fazem as grandes divas da música. Entre uma e outra canção ela fazia uma piada, contava curiosidades entre as canções e até brindou com o público tomando um copo de uísque que, segundo ela estava "muito bom."

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De volta às músicas, entre um clássico e outro — e em meio a pedidos do público — a cantora desviou um pouco do cancioneiro de Gal para apresentar "Nu," do disco de estreia Lusco-Fusco (2023) e "Uma Canção pra Você (Jaqueta Amarela)", d'As Baías. Encaixadas na setlist em momentos estratégicos, as músicas não deixaram que o tributo à Gal fosse ofuscado, mas permitiram que Assucena mostrasse a assinatura artística que vem construindo nesses anos de estrada.

Outro ponto alto foi a versão com batidas eletrônicas de "Vapor Barato" que, se já estava no ponto com a voz da cantora acompanhada da guitarra de Rafael, ganhou um toque especial com as palmas e as vozes de plateia que, a essa altura da apresentação, já estava completamente hipnotizada.

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Em dado momento já não parecia mais que estávamos em São Paulo. Assucena nos transportou para outro lugar em que tudo que havia era o palco, a plateia e a música. A voz potente que podia ser ouvida mesmo longe do microfone e os acordes certeiros da guitarra e do violão. Mais do que uma cantora homenageando outra, vimos uma fã apaixonada — acompanhada por muitos outros fãs apaixonados — homenageando sua musa.