Disaster Cities discute 2º disco, Erasing Karma, e importância da política na música: 'Uma obrigação' [ENTREVISTA]

Em papo com a Rolling Stone Brasil, os integrantes da Disaster Cities discutiram o processo de composição do próximo disco, Erasing Karma

Redação Publicado em 07/01/2022, às 16h20

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Disaster Cities (Foto: Reprodução / Instagram)

Após o primeiro disco LOWA, lançado em 2018, a banda de rock brasileira Disaster Cities antecipa a estreia do segundo álbum, ErasingKarma, com previsão de lançamento para 2022. Em conversa com o quadro Novas Vozes, da Rolling Stone Brasil, Matheus Andrighi, JH Miotto e Rafael Panegalli discutiram os efeitos da pandemia de covid-19 no trabalho, as principais influências do grupo e diversos outros tópicos.

O lançamento do single"Slow Burning in a Dancing Room," em parceria com Raffa Brasil, demonstra a evolução do som da banda e todas as referências trazidas para Erasing Karma. As influências mudaram muito ao longo do tempo e os integrantes explicaram como se desprenderam dos limites de estilo musical: "O segundo disco de uma banda é, na verdade, o primeiro. Vamos encontrar uma identidade depois de um tempo, dentro daquilo que já foi criado," disse Matheus Andrighi. "Definir Disaster Cities tem mais a ver com lugar do que gênero."

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A pandemia afetou muito a gravação de Erasing Karma. As primeiras músicas começaram a ser escritas em 2019 e quando foram revisitadas em 2021, depois de meses de isolamento e evolução individual e como banda, as canções se tornaram outras. As faixas todas falam sobre liberdade ou privação dela, relacionam-se muito com o momento que a banda viveu.

Os integrantes também discutiram o aspecto político das canções do Disaster Cities. "Falar de política é quase uma obrigação de qualquer artista," afirmou JH Miotto. Especialmente pela pandemia de covid-19 e os recentes desenvolvimentos sociopolíticos do Brasil nos últimos anos, "é um momento que não pode ser ignorado." Assista à entrevista completa abaixo:

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