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Emicida fala após ter livro vandalizado por racismo religioso

O livro infantil Amoras, de Emicida, foi vandalizado por mãe de aluno em escola de Salvador

Dimitrius Vlahos Publicado em 08/03/2023, às 16h30

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Emicida (Foto: Reprodução / Multishow)
Emicida (Foto: Reprodução / Multishow)

Emicida se pronunciou após vandalismo feito contra o seu livro infantil Amoras. Páginas que continham informações sobre orixás foram rabiscadas, denominadas como "falsas" e salmos foram incluídos por mãe de aluno de escola particular em Salvador.

O músico comentou o caso na última terça, 7, em suas redes sociais: "Hoje minha reação a isso é de tristeza. Não uma tristeza de derrota. A história do livro, ela fala por si, e é uma grande vitória. A repercussão dele, fala por si."

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"A tristeza é por essas pessoas que querem que a sua religião, no caso a cristã, protestante, conhecidos como evangélicos, seja respeitada, e deve ser respeitada, mas não se predispõem nem por um segundo a respeitar outras formas de viver, de existir e de manifestar sua fé," continuou (via Caras).

Emicida ainda destacou que esta não é a primeira vez que precisa lidar com esse tipo de comportamento, que pode ser enquadrado como racismo religioso: "No começo, imaturo, eu fiquei com raiva e levei para o pessoal, mas era uma questão muito maior."

"Então, eu fiquei triste, porque é de entristecer viver entre radicais que se propõem a proibir e vandalizar livros infantis. Livros. Sobretudo um livro tão inofensivo como esse, 'Amoras'. Quer dizer inofensivo para os não racistas," completou.

Confira depoimento completo de Emicida: