Grammy 2022: CEO justifica indicação de Marilyn Manson: 'Não vamos olhar o antecedente criminal’

Acusado de abuso sexual, Marilyn Manson está entre os indicados a Álbum do Ano no Grammy pelo trabalho de compositor em Donda, de Kanye West

Redação Publicado em 24/11/2021, às 09h32

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Marilyn Manson (Foto: Frazer Harrison/Getty Images)

A lista de indicados ao Grammy 2022 foi anunciada na terça, 23, com um nome polêmico entre os nomeados: Marilyn Manson. O músico foi um dos compositores de Donda, disco de Kanye West que concorre a álbum do Ano e, consequentemente, faz de Manson um dos nomeados.

Centro de mais de 15 acusações de abuso sexual, Marilyn Manson é uma figura muito controversa. Recentemente, depoimentos afirmaram que o músico teria uma “cela da tortura” no apartamento para prender mulheres durante horas. Por isso, a indicação do cantor não agradou a todos.

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Em entrevista ao The Wrap (via NME), Harvey Mason Jr. (CEO da Recording Academy, responsável pela realização do Grammy), justificou a indicação do astro. Segundo o executivo, a premiação "não restringirá as pessoas que podem enviar seu material para consideração."

“Não vamos olhar para a história das pessoas, não vamos olhar para seus antecedentes criminais, não vamos olhar para nada além da legalidade dentro de nossas regras de, esta gravação para este trabalho é elegível com base na data e outros critérios. Se for, eles podem submeter à consideração,” disse Mason Jr.

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Segundo o CEO, ao invés de controlar o histórico dos artistas, o evento irá focar nos “palcos, shows, eventos e tapetes vermelhos”: “Vamos dar uma olhada em quem está pedindo para fazer parte disso, pedindo para estar presente, e vamos tomar nossas decisões nesse ponto. Mas não teremos o objetivo de impedir que as pessoas enviem seus trabalhos para que nossos eleitores decidam.”

Acusações contra Marilyn Manson

O cantor é centro de mais de 15 acusações de abuso sexual, incluindo da ex-assistente, Ashley Walters, e Esmé Bianco, de Game of Thrones. Os processos apontam vários crimes, entre eles: agressão sexual, importunação sexual, assédio sexual e estresse emocional aplicado intencionalmente.

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Recentemente, ainda, uma investigação conjunta da Rolling Stone EUA e o Los Angeles Times ouviu testemunhas para apurar a rotina de violência e abusos do cantor. Nos depoimentos, falou-se em uma cela de vidro no apartamento de Manson em West Hollywood, na Califórnia, em que o astro prendia mulheres durante horas quando não gostava de algo. Apesar das diversas acusações na justiça e dos depoimentos relatando a rotina de violência, o artista e seus advogados negam os crimes.

 
 
 
 
 
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