Johnny Rotten perde batalha judicial contra os Sex Pistols; entenda

Steve Jones e Paul Cook, integrantes da banda, processaram Johnny Rotten após proibição do uso das músicas em série sobre o grupo

Redação Publicado em 23/08/2021, às 11h03

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Sex Pistols em 1977 (Foto: AP)

Integrantes do Sex Pistols, o guitarrista Steve Jones e o baterista Paul Cook processaram o vocalista John Lydon, conhecido como Johnny Rotten, após o músico proibir o uso das canções da banda no seriado de TV, Pistol, do diretor Danny Boyle

No entanto, um tribunal de Londres determinou que, a partir dos termos de um acordo estabelecido pelos integrantes em 1988, nenhum músico conta com direito de veto sobre os direitos de licenciamento, que podem ser concedidos por maioria de votos, segundo relatórios do The Guardian e da Variety

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O advogado de Lydon, via Pitchfork, argumentou em documentos judiciais que a série retrata o artista "de uma forma nada lisonjeira", colocando-o como "o pirralho irritante".  Ainda, disse que o contrato de 1988 nunca foi cumprido, portanto, foi nulo — Jones e Cook garantiram ser uma "mentira direta", desmentindo a afirmação, como relata o The Guardian.

Em comunicado, Jones e Cook escreveram: "[a decisão do tribunal] Traz clareza à nossa tomada de decisão e defende o acordo dos integrantes da banda sobre a tomada de decisão coletiva. Não tem sido uma experiência agradável, mas acreditamos que foi necessário para nos permitir seguir em frente e, esperamos, trabalhar juntos no futuro com melhores relações."

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Anteriormente, em meio ao processo judicial, Jonnhy Rotten disse ao Tribunal (Suprema Corte de Londres) que o contrato feito com os ex-companheiros de Sex Pistols era "como uma armadilha" e semelhante a "trabalho escravo". Segundo o Acordo de Membros da Banda de 1998, as decisões relacionadas aos interesses do grupo estariam sujeitas a uma votação majoritária.

"Não quero que nada em que esteja envolvido nos torne vítimas de qualquer um de nós. Isso destruiria todo o propósito e o propósito da banda, então eu não entendo o BMA [Acordo de Membros]. Não me lembro de assiná-lo," afirmou Lydon na época. 

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